Bactéria deve substituir uso de adubos em lavouras
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Uma pesquisa sobre o sequenciamento genético (decodificação do DNA) de uma bactéria fixadora de nitrogênio pode gerar uma economia de US$ 100 milhões só na cultura do milho no Estado. É o Programa Genoma do Paraná (Genopar), que estuda a substituição dos fertilizantes nitrogenados pelo uso das bactérias. O projeto foi apresentado em um simpósio ontem na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ainda está no final da primeira fase. A previsão é que seja colocado em prática na agricultura dentro de dois a quatro anos e beneficie também as plantações de cana-de-açúcar, trigo, arroz e sorgo.
A bactéria fixadora capta o gás nitrogênio da atmosfera e o converte em adubo. Ela substituirá fertilizantes como a uréia e o salitre. Segundo o professor titular do Departamento de Bioquímica da UFPR e coordenador geral do projeto Genopar, Fábio de Oliveira Pedrosa, já foram concluídos 99,5% da primeira fase, isso é, contabilizados 5.500 gens. A próxima etapa será a classificação e o estudo de todos os gens. ''A última fase é fazer modificações genéticas para melhorar a performace da bactéria no campo'', explica.
O projeto Genopar vem sendo realizado há um ano e envolve mais de 150 pesquisadores. Além da UFPR, fazem parte do programa as universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), Unioeste, Universidade Paranaense, Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Instituto Agronômico do Paraná e Simepar. Por meio dessas parcerias, o Genopar tem como objetivo implantar uma rede de laboratórios no Paraná e outras regiões do Brasil nas áreas de Bioinformática e Biologia Estrutural. Além disso, formará especialistas nessas áreas.


