Bacia Pitanga pode suprir região Norte
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terça-feira, 07 de novembro de 2000
Benê Bianchi De Londrina 
Já foi oficialmente confirmada a existência de gás natural no Poço Rio Vorá, na Bacia de Pitanga (no centro do Estado) e caso seja atestada a produção de 500 mil de metros cúbicos dia, a Companhia Paranaense de Gás (Compagás) irá optar por esta bacia como fonte de suprimento para a região de Londrina. A informação foi dada ontem pelo assessor de planejamento da companhia, Liberato Álvaro Massucci. A outra opção é a importação de gás da Bolívia.
O tamanho da jazida só será confirmada após novos testes. Segundo Massucci, os testes atuais confirmaram a existência de gás no primeiro nível, a 2.800 pés. Vamos perfurar até 3.800 pés, comentou, acrescentando que é necessária uma garantia da produção de 500 mil metros cúbicos/dia por cerca de 20 anos para que a Compagás opte pela Bacia de Pitanga. O poço Rio Vorá pertence ao bloco de pesquisa BPAR-10 75% deste bloco pertence ao grupo norte-americano Coastal.
Massucci iniciou ontem uma série de reuniões públicas de esclarecimentos sobre a instalação da rede de distribuição de gás natural no Norte do Estado. As primeiras reuniões foram em Cambé e Londrina. Hoje, o técnico da Compagás fará reuniões em Rolândia e novamente em Londrina; amanhã, em Apucarana e Maringá; e na quinta-feira, em Sarandi, Arapongas e novamente em Maringá.
Além de apresentar a Compagás, Massucci falou à população das vantagens do gás natural, ressaltando, especialmente, que sua queima é limpa e seu manuseo mais seguro do que o gás GLP. A composição química do gás natural 90% de metano, 6% de etano e 2% de propagno o torna mais leve que o ar, facilitando que se dissipe mais rapidamente, destacou.
O gás natural é encontrado em reservatório profundos do subsolo. Atualmente, o produto que chega ao Paraná é proveniente do gasoduto Brasil-Bolívia. A Bacia de Pitanga é uma fonte alternativa de distribuição, ainda em estudo.
Hoje chegará a Londrina o técnico responsável pela montagem do EIA/Rima, que poderá esclarecer a população sobre os impactos ambientais da instalação da rede distribuidora na região.


