Bacia do PR não tem interessados
Carmem Murara
A regional sul da Petrobrás acompanhou com atenção ontem o leilão da Bacia do Paraná, onde explora sozinha poços de gás natural na região de Pitanga (centro do Estado). Havia uma expectativa de que as duas áreas paranaenses tivessem uma série de interessados, mas até as 18 horas o lote não havia sido arrematado. Em contrapartida, a Bacia de Santos que engloba os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul foi adquirida por um grupo italiano.
A Petrobrás iniciou os estudos para perfuração de poços na Bacia do Paraná há 30 anos, sendo que nos últimos três anos as pesquisas se intensificaram. Detentora do monopólio de exploração e produção de petróleo e derivados até o processo de desregulamentação, a Petrobrás já abriu três poços, sendo um em Mato Rico, dois em Pitanga e um terceiro em Palmital. Este último foi o único que deu resultado negativo, pois a área possuía apenas água e não gás natural. Os poços em Pitanga têm uma capacidade de abastecimento diário de 150 mil metros cúbicos. Em Mato Rico está localizada a maior reserva encontrada até agora no Estado, com um potencial de produção de 1,1 milhão de metros cúbicos ao dia.
No caso de Pitanga, a Petrobrás desenvolve um projeto em conjunto com a Companhia Paranaense de Energia (Copel) para construção de usinas termoelétricas. Como é pequeno, o poço de Pitanga poderia abastecer duas fábricas de cerâmica do porte da Incepa, que consome 60 mil metros cúbicos de gás por dia, por exemplo.
O poço de Mato Rico é superior à Pitanga, tendo uma capacidade de produção de 1,1 milhão de metros cúbicos por dia. A Petrobrás estuda a possibilidade de fazer uma nova perfuração em Palmital para tentar localizar o gás natural.
A Mineropar - empresa do governo do Estado responsável pelos estudos do solo - disse que há um grande interesse em que empresas assumam a perfuração de poços no Estado. Explorar o gás de Pitanga representa desenvolver aquela região que vive só da agricultura, afirmou, ontem, o presidente da Mineropar, Omar Akel.
A exploração do produto implica montar uma estrutura que acaba por gerar investimento e emprego. Em toda a Bacia do Paraná há uma sólida camada de quase um qilômetro de basalto até se chegar à profundidade de quatro quilômetros. Omar Akel estima que cada poço tenha um investimento aproximado de R$ 10 milhões.





