Paulo WolfgangBatista, da Azulbrás: ‘ótimo negócio’A empresa Azulbrás - Indústria e Comércio de Móveis, de Arapongas, instalará uma unidade dentro da Prisão Industrial de Guarapuava, que tem inauguração prevista para daqui a três meses. A informação é do governador Jaime Lerner, que participou ontem da cerimônia de abertura da Feira de Móveis do Estado do Paraná (Movelpar 99), em Arapongas.
A indústria deverá empregar todos os 240 presos. O proprietário da Azulbrás, Sebastião Antonio Batista, disse ontem que os valores do investimento ainda não foram definidos. Segundo ele, a assinatura do acordo para a instalação da nova unidade deve ser assinado no final do próximo mês.
Com investimentos de R$ 7 milhões, a prisão tem 7 mil metros quadrados de área construída. ‘‘Destes, 3 mil metros quadrados estão reservados para a fábrica, que produzirá estofados’’, disse o secretário de Estado da Justiça e Cidadania, José Tavares. Os detentos receberão 1 salário mínimo por mês. ‘‘25% do salário será descontado e irá para um fundo que manterá a prisão’’.
A Prisão Industrial de Guarapuava será a primeira deste tipo no Brasil. O governo do Estado está construindo outras duas unidades em Cascavel e Maringá. ‘‘A de Cascavel fica pronta ainda neste ano e, a de Maringá, no próximo ano’’, calcula Tavares. Nas duas, serão investidos um total de R$ 14 milhões.
‘‘Para a Azulbrás será um ótimo negócio. Além do serviço social, a empresa vai arcar apenas com os salários dos detentos e alimentação. Sem obrigações como 13º salário e férias, os custos serão reduzidos’’, disse Tavares. Segundo ele, uma pesquisa feita no Estado detectou que os presos paranaenses são jovens, cumprem penas que não ultrapassam dez anos e são semi-alfabetizados.
A fábrica da Azulbrás em Arapongas produz mensalmente 18 mil peças de estofados, vendidas nos mercados interno e externo. Segundo Sebastião Batista, 10% da produção atual é exportada. (C.L.)

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