Azul interrompe um dos voos diários entre Curitiba e Londrina
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sábado, 04 de maio de 2019
Rafael Costa - Grupo Folha 

A Azul reduziu temporariamente a frequência de voos no Paraná a partir desta quinta-feira (2), em uma adequação temporária das operações que ocorre durante os meses de inverno há cerca de cinco anos.
O objetivo da chamada “malha de inverno” é minimizar cancelamentos por mau tempo, interrompendo ou remanejando para outros períodos do dia voos normalmente operados em horários com altos índices de fechamento de aeroportos por condições meteorológicas adversas.
Ao todo, 24 bases de operação da empresa foram impactadas no País — a maior parte no Sul. O Paraná é o estado mais afetado.
No Aeroporto Internacional de Curitiba, que possui um sistema de pouso por instrumentos avançado, isso significa retirar voos da faixa de 6h às 10h. Em casos de terminais com menos infraestrutura, como Cascavel, Ponta Grossa, Pato Branco e Toledo, os voos são limitados ao período da tarde, entre meio-dia e 17h.
O “redesenho” da malha afeta principalmente Cascavel. No caso da rota entre Curitiba e Londrina, deixa de ser operado temporariamente um voo diário. A companhia não informou o horário até a conclusão deste texto.
A malha de inverno entrou em operação nesta quinta-feira (2) e segue até 1.º de setembro, aproximadamente. “Fazemos todo esse redesenho para minimizar o impacto para os usuários e para a nossa malha”, disse o diretor de planejamento de malha da Azul, Daniel Tkacz, em um workshop com a imprensa promovido em parceria com a Infraero nesta sexta-feira (3).
Tkacz explica que o cancelamento de um único voo por nevoeiro causa um efeito cascata no restante das operações. “A gente foi aprendendo durante o tempo que é melhor remanejar e redesenhar a malha, às vezes perdendo o cliente de negócios que gostaria de sair às 8h da manhã, do que manter o voo e ele ser cancelado repetidamente”, explicou. “Perde-se capacidade, mas é um trabalho que, no fim das contas, vale a pena, porque está protegendo o cliente de cancelamentos.”
O diretor reconhece que há perdas tanto para a companhias quanto para as cidades do interior, mas lembra que a necessidade de alterações nesta época do ano é proporcional à falta de infraestrutura dos terminais.
No caso dos aeroportos de Londrina e Maringá, por exemplo, não há nos aeroportos o chamado sistema de ILS (pouso por instrumentos) — já instalado em terminais como o de Joinville (SC).
“Era um aeroporto que praticamente não operava durante o inverno, porque a condição era muito difícil”, conta Tkacz .“Estamos trabalhando muito com o governo, em todas as esferas, politicamente, para que ocorram estes investimentos em infraestrutura, porque isso vai minimizar os impactos de meteorologia”, diz.


