Marcelo Tasso/AE
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ProtestoMovimento paralisou maiores portos do País. No Rio, caminhões esperam fim da greve para descarregarSANTOS - Trabalhadores avulsos do porto de Santos (72 km a sudeste de São Paulo) e soldados da Polícia Militar entraram em confronto no final da tarde de ontem em frente à fábrica da Cosipa, em Cubatão. A PM lançou bombas de gás lacrimogêneo e quatro trabalhadores ficaram feridos, segundo o Sindicato dos Estivadores de Santos. Os trabalhadores ocuparam na quarta-feira dois navios no terminal privativo da Cosipa (Companhia Siderúrgica Paulista) e a Polícia Militar recebeu ordens da Justiça para fazer a desocupação. O confronto começou após a chegada de reforço policial de Santos e de São Paulo para os 45 homens da PM que patrulhavam os portões da fábrica. Um grupo de policiais do Batalhão de Choque da PM entrou na área da Cosipa e, no início da noite, havia expectativa de que eles pudessem entrar nos navios para fazer a desocupação.
A empresa decidiu que, a partir de quarta-feira, não mais requisitaria o trabalho dos avulsos e movimentaria as cargas de seu terminal - basicamente, minério, carvão e produtos siderúrgicos - com os próprios funcionários.
Os grevistas reivindicam o direito de movimentar cargas nos terminais privativos nos portos brasileiros. Empresas proprietárias desses terminais pretendem não mais requisitar a mão-de-obra dos avulsos e movimentar as cargas dos navios com pessoal próprio.
Na manhã de ontem, os grevistas em Santos promoveram uma carreata com cerca de 300 veículos. A carreata saiu da sede do Sindicato dos Estivadores, passou em frente à Prefeitura de Santos e terminou diante da Cosipa, onde cerca de 500 pessoas, segundo o sindicato, se encontram concentradas desde quarta-feira. O porto de Santos permaneceu parado em razão da greve. Dos 20 navios atracados, somente quatro conseguiram operar, já que utilizavam equipamentos automáticos, dispensando a mão-de-obra dos trabalhadores. Parlamentares da região negociavam ontem com o governo a suspensão da portaria 94/95, do Ministério dos Transportes, que permitiu à Cosipa adotar a medida de dispensar os avulsos.
ParanaguáCerca de 8.000 trabalhadores do porto de Paranaguá (PR), entre avulsos e portuários, paralisaram ontem as atividades em solidariedade aos estivadores do porto de Santos (SP). Das 13h às 14h, praticamente todos os setores do porto ficaram parados. Apenas o Corredor de Exportação, que está automatizado, funcionou normalmente.

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