Avipar lança campanha pelo milho transgênico
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sexta-feira, 01 de setembro de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
A Associação dos Abatedouros e Produtores Avícolas do Paraná (Avipar) quer que o governo recorra à edição de uma Medida Provisória para normatizar de vez a importação de milho transgênico. Para isso lançou ontem uma campanha nacional para mobilizar todas as entidades que representam a avicultura no País. A entidade quer importar milho da Argentina para atender a carência desse produto no Paraná, mas teme que a ação de ONGs possa inviabilizar a operação com ações judiciais.
O setor avícola do Paraná não tem condição de arcar com prejuízos diários de US$ 9 a US$ 10 mil, que é o custo de um navio carregado parado num porto, enquanto se trava uma batalha judicial para liberar ou não a carga, disse o presidente da Avipar, Paulo Muniz.
O que não pode acontecer é o governo federal ficar em cima do muro, enquanto a iniciativa privada fica insegura se importa ou não o milho, frisou Muniz. Ou libera de vez a importação de milho transgênico através de uma Medida Provisória, ou então proíbe de vez e certamente as pequenas e médias empresas avícolas é que vão pagar a conta, avisou.
Segundo Muniz, as pequenas e médias empresas avícolas são as que mais estão sofrendo a escassez de milho. O agravante da situação é que essas empresas são as responsáveis pela colocação do frango inteiro, mais vendido para a população carente das periferias. Já as grandes empresas de integração que estão supridas com milho, oferecem apenas produtos pré-processados, mais caros e direcionados a uma parcela da população que pode pagar mais por esses produtos, destacou.
Muniz lembrou a urgência de medidas que solucionem o impasse das importações de milho. Frisou que já estão sendo colhidas as últimas lavouras de milho safrinha e a qualidade do produto está muito fraca, com um percentual de 10% a 20% de grãos ardidos, o que prejudica a qualidade da ração. Os estoques de milho com qualidade não duram 15 dias, afirmou.


