Cansado de sofrer com as incertezas da agricultura, há oito anos Juarez Pastore, 42 anos, decidiu diversificar as atividades e optou pela avicultura. ''Não entendia nada de criação de frangos, mas graças à tecnologia, cuidar dos animais ficou mais simples e mais fácil'', afirma. Atualmente a produção dos três aviários dele corresponde a 80% dos rendimentos conseguidos com a propriedade. ''É uma boa opção investir na avicultura para sair da dependência das lavouras tradicionais e dos riscos oferecidos pelo clima'', analisa.
Como todo o sistema de água, alimentação e refrigeração são computadorizadas, Pastore tem apenas um funcionário para tomar conta de 72 mil aves. Segundo ele, a única função do funcionário é observar se as máquinas estão trabalhando corretamente, além de cruzar pelos aviários vistoriando se há algum animal morto.
Cooperado da C.Vale, ele recebe da cooperativa os pintinhos, a alimentação e assistência técnica para a criação. O cooperado entra com o espaço e manutenção dos aviários. A cada ano, Pastore consegue criar seis lotes de 72 mil frangos. Quando ele entrega os animais para o abate na cooperativa ele recebe a remuneração pelo trabalho de crescimento e engorda das aves. ''Recebo de R$ 7,5 mil a R$ 8 mil por lote, do qual tenho cerca de R$ 2 mil de custos'', contabiliza.
Apesar do custo para implantação de um aviário climatizado e controlado eletronicamente beirar os R$ 300 mil, Pastore calcula que sai ganhando no longo prazo. Satisfeito com o negócio, ele pretende construir mais um aviário no prazo de um ano. (J.W.)

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