Avicultores recebem cesta básica
Avicultores do Oeste paranaense, que tinham situação financeira relativamente estável, agora dependem de cestas básicas doadas pelo governo do Estado. Os produtores forneciam frangos ao frigorífico de Cascave do grupo catarinense Chapecó, que abatia mais de 100 mil cabeças ao dia. O abatedouro está inativo há dezoito meses. Ontem, foram distribuídas cestas básicas para 315 famílias, parte delas acampada há dois meses em frente ao frigorífico, pressionando para sua reativação.
As cesta, com 35 quilos, serão distribuídas durante os próximos três meses. A expectativa é de que neste prazo a indústria volte a operar. O Estado também está garantindo às famílias R$ 192,00/mês. É duro ver gente que produzia e se sustentava depender deste socorro emergencial, disse José Lino Bergamin, presidente da Cooperativa de Produção dos Trabalhadores Rurais do Oeste do Paraná (Cooperoeste), que representa os avicultores.
Bergamin destacou a sensibilidade do governo, ao decidir as duas formas de socorro emergencial. Outros 135 produtores que forneciam frangos à unidade da Chapecó pelo sistema de integração, conseguiram integrar-se aos frigoríficos da Cooperativa Agropecuária de Cascavel e da empresa Diplomata.
Para Bergamin, a crise do grupo Chapecó pode estar perto de um desfecho favorável. Um grupo argentino ofereceu R$ 50 milhões por 55% das ações da Chapecó. As demais ações ficariam divididas entre credores da empresa catarinense, e apenas 3% para seus ex-diretores, afastados em intervenção feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que lidera instituições credoras de mais de R$ 300 milhões. A crise da Chapecó se arrasta há três anos, e além do frigorífico de Cascavel, estão inativas suas unidades de Amparo (SP), São Carlos (SC), e parcialmente paradas as de Chapecó e Xaxim (SC)Edson MazzettoSocorro EmergencialAs 315 famílias receberão cestas de alimentos durante os próximos três meses
Paulo Pegoraro





