Edson MazzettoPersistênciaAvicultores montam barracos, ontem, em frente a fábrica fechadaAvicultores que completam hoje cinco dias de protestos em frente ao frigorífico de Cascavel do grupo Chapecó, estão dispostos a assumir diretamente a indústria, através de arrendamento. Esta pode ser a única forma de reativar o frigorífico, que está parado há quatro meses, em decorrência da crise financeira que envolve o grupo catarinense. Estão inativos mais 580 aviários, implantados com financiamento, e seus proprietários devem em bancos e estão sem a principal fonte de renda.
‘‘Estamos em vias de virar sem-terra’’, disse José Lino Bergamin, presidente da Associação dos Avicultores do Oeste e Sudoeste (Avios). Os manifestantes começaram a erguer barracos de lona preta, para simbolizar o risco que correm, de perder propriedades ‘‘e engrossar os acampamentos de sem-terra’’. Eles enfrentaram chuva e frio, durante toda a semana, e a Chapecó não permitiu que utilizassem água de seus reservatórios.
Os manifestantes foram impedidos de ocupar a área interna, por ação cautelar apresentada à Justiça pela empresa, e a ordem assegurada pela Polícia Militar. Os avicultores se revezam no local, onde muitos deles ‘‘comemorarão’’ a Páscoa, com familiares. O prefeito de Boa Vista da Aparecida, Wolney Savaris (PMDB), que esteve ontem, anunciou que uma comissão de prefeitos de municípios onde estão os aviários irá terça-feira a Curitiba, para pedir ao governador Jaime Lerner (PFL) que gestione por uma solução.

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