Avicultores do Oeste paranaense, que forneciam frangos ao frigorífico de Cascavel do grupo Chapecó, ocuparam a indústria na manhã de ontem, para pressionar sua reativação. A unidade está parada há 19 meses, assim como outras do grupo, em Santa Catarina e São Paulo, em decorrência de crise financeira que envolve a Chapecó há cerca de três anos. O BNDES lidera grupo de credores de valor que supera o patrimônio do grupo, de cerca de R$ 150 milhões.
Os avicultores estavam acampados há 90 dias em frente ao frigorífico, mas avaliaram que esta forma de pressão não vinha dando resultados. ‘‘Não se trata de uma invasão, até porque isso aqui está às moscas’’, disse José Lino Bergamin, presidente da Cooperativa de Produção dos Trabalhadores Rurais do Oeste do Paraná (Cooperoeste), que representa os avicultores. Eles atuavam no sistema de integração, e contraíram empréstimos bancários para implantar os aviários, e agora não podem pagar o financiamento.
Nesta condição encontram-se cerca de 450 avicultores, dos quais 315 estão recebendo cestas básicas e R$ 192,00 mensais do governo do Estado, por estarem em pior situação financeira. Antes, eles chegavam a fornecer mais de cem mil cabeças de frango ao dia, e agora não mais alojam pintainhos, porque não há compradores. Apenas 135 continuam produzindo, por terem conseguido se integrar a outras empresas abatedoras da região, que porém não podem absorver a todos porque já têm seus fornecedores.Edson MazzettoPersistênciaAvicultores
do Oeste e
Sudoeste
aguardam
resposta
do governo.
Ainda
acreditam
na reativação
da fábrica e
na sua
aquisição
pelo grupo
argentino
MacriPaulo Pegoraro

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