Curitiba O presidente do Sindicato das Indústrias Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, disse ontem que as medidas de segurança anunciadas pelo governo federal para o controle e prevenção da gripe aviária vão representar ''uma blindagem'' para os Estados.
Martins defende planos de prevenção regionais. Segundo ele, com a medida, caso surja um caso de gripe aviária no Norte do Brasil por exemplo, não haveria restrições ao restante do País. De acordo com o empresário, São Paulo e os três Estados da Região Sul respondem por 80% da produção de aves do Brasil, por isso, defendem a aplicação do plano por Estados. Só o Paraná é responsável por 27% das exportações brasileiras e pela produção de 90 milhões de aves por mês. ''Temos condições de fazer a lição de casa sozinhos, por isso, defendemos a regionalização por Estado'', afirmou.
O Plano Nacional de Controle e Prevenção da Gripe Aviária foi aprovado pelo Ministério da Agricultura e vai ficar sob consulta pública por um prazo de 30 dias. A instrução normativa que aprova o plano foi publicada no Diário Oficial da União na terça-feira passada. A proposta prevê que os estados podem aderir ao plano isoladamente ou mediante a formação de blocos regionais, ou ainda na delimitação de áreas internas a seu território.
O presidente do Sindiavipar destacou que ainda falta o governo federal normatizar a proibição do trânsito de aves vivas de um Estado para o outro e criar corredores específicos para o transporte de material genético como ovos férteis e galinhas matrizes. De acordo com Martins, todas as medidas de segurança já foram tomadas pelo Paraná.
Ele acredita que a contaminação só poderia ocorrer por duas formas - através de aves migratórias ou por sabotagem. Ele destacou que plano nacional de prevenção foi elaborado pelas associações estaduais de avicultura e pela União Brasileira dos Avicultores (UBA).
Martins disse que, no Paraná, quase todas as medidas do plano já são atendidas pelos produtores de aves. Entre elas estão a proibição de visitas nas granjas, a colocação de telas que impedem a entrada de aves, a utilização de galpões fechados e a proibição da criação de outros tipos de aves que possam tornar-se potenciais hospedeiros do vírus.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab) para repercutir o assunto mas, não teve retorno até o fechamento desta edição.

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