Os avicultores integrados ao frigorífico Chapecó no Paraná e Santa Catarina estão irritados com a falta de definição do BNDES sobre o destino da empresa. Agora eles ameaçam invadir as agências dos bancos que compõem a lista de bancos credores, que na avaliação dos produtores, estão emperrando as negociações para venda do frigorífico. A informação é do presidente da Associação Regional dos Avicultores do Oeste e Sudoeste do Paraná, José Lino Bergamin, que ressaltou o cansaço e desespero dos produtores depois de tantas tentativas de negociação junto ao BNDES, que preside a comissão de bancos credores que assumiu o controle administrativo do frigorífico Chapecó.
Bergamin acredita que as negociações ainda não saíram diante da recusa dos bancos credores em aceitar a venda do frigorífico para o grupo Macri. O grupo argentino propôs pagar R$ 150 milhões, conforme o valor do patrimônio auditado, mas o comitê dos bancos não aceitou a proposta. Segundo Bergamin, o BNDES aceitou a proposta mas não pode decidir sozinho, já que o débito da empresa que soma R$ 300 milhões está pulverizado entre 13 bancos credores.
Enquanto a negociação se arrasta, outros grupos econômicos já manifestaram o interesse em comprar o frigorífico Chapecó. Segundo Bergamin, além do grupo Macri, a Parmalat e um grupo norte-americano produtor de frango estão na disputa. ‘‘Mas parece que os bancos credores preferem a falência do frigorífico e rejeitam uma solução negociada’’, acusou.

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