O Paraná tem 39 aeroportos públicos. Quatro são administrados pela Infraero, o Bacacheri e o Afonso Pena, na região de Curitiba, e os terminais de Londrina e Foz do Iguaçu. Os três últimos têm voos regulares de passageiros. Os outros 35 são de responsabilidade de prefeituras, e apenas dois deles operam com voos regulares: Maringá e Cascavel. Em geral, os demais têm estrutura acanhada e recebem apenas aviões de pequeno porte.
Uma movimentação nas três esferas do Poder Executivo (federal, estadual e municipal) pode gerar um incremento nesses 33 terminais. O plano nacional de expansão da aviação regional, divulgado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no final do ano passado, prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos em todo o Brasil, sendo R$ 319,9 milhões para 15 terminais paranaenses: Londrina, Maringá, Cascavel, Foz e 11 aeroportos que atualmente não possuem voos regulares (Bandeirantes, Umuarama, Toledo, Campo Mourão, Telêmaco Borba, Francisco Beltrão, Pato Branco, União da Vitória, Guarapuava, Ponta Grossa e Paranaguá). Em novembro, deve sair o edital de licitação dos primeiros 45 aeroportos entre os 270 que serão reformados nacionalmente.
Em Bandeirantes (Norte Pioneiro), a prefeitura enviou a documentação requisitada por Brasília e aguarda resposta para outubro ou novembro. O secretário municipal de Meio Ambiente, Fernando Comegno, relata que hoje os principais frequentadores da pista de grama do terminal são aviões de pequeno porte de produtores rurais. "Acredito que a região tem potencial, com a universidade (Estadual do Norte do Paraná – Uenp), empresas querendo se instalar por aqui. O aeroporto mais próximo é em Londrina. A viabilidade é que precisa ser analisada", descreve.
Francisco Beltrão (Sudoeste) tinha até o ano passado voos regulares, mantidos por uma empresa regional, com três destinos: Curitiba, Chapecó e Concórdia. Entretanto, o serviço foi cancelado por falta de demanda. O vice-prefeito e secretário de Planejamento de Francisco Beltrão, Eduardo Scirea, diz que "as passagens caras e os horários ruins" eram os motivos para a baixa procura.
"Nós esperamos que esse plano, além de melhorar e ampliar os aeroportos regionais, tenha preços subsidiados e proporcione horários condizentes", afirma Scirea. Ele acredita que as obras em Beltrão terão início no ano que vem. "Soubemos que (os aeroportos de) Guarapuava, Toledo e Pato Branco estão mais adiantados. Os outros devem ser atendidos a partir do começo de 2014", relata.
Além do plano nacional, o governo do Paraná está traçando um planejamento para o setor aeroviário do Estado, com o objetivo de analisar demandas e potencialidades, especialmente dos 35 terminais que não são administrados pela Infraero (veja box).
Ainda não se sabe quando terá início a reforma nos aeroportos regionais do Paraná contemplados no planejamento do governo Dilma. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República ainda não divulgou a lista dos 45 terminais que serão incluídos no primeiro edital de licitação, que deve ser publicado em novembro. O ministro da SAC, Moreira Franco, declarou no mês passado que devem ser atendidos nessa primeira fase "aqueles que já têm mercado, mas que não operam adequadamente".

Imagem ilustrativa da imagem Aviação regional vive expectativa de expansão



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