Aviação regional vive expectativa de expansão
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
O Paraná tem 39 aeroportos públicos. Quatro são administrados pela Infraero, o Bacacheri e o Afonso Pena, na região de Curitiba, e os terminais de Londrina e Foz do Iguaçu. Os três últimos têm voos regulares de passageiros. Os outros 35 são de responsabilidade de prefeituras, e apenas dois deles operam com voos regulares: Maringá e Cascavel. Em geral, os demais têm estrutura acanhada e recebem apenas aviões de pequeno porte.
Uma movimentação nas três esferas do Poder Executivo (federal, estadual e municipal) pode gerar um incremento nesses 33 terminais. O plano nacional de expansão da aviação regional, divulgado pela presidente Dilma Rousseff (PT) no final do ano passado, prevê investimentos de R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos em todo o Brasil, sendo R$ 319,9 milhões para 15 terminais paranaenses: Londrina, Maringá, Cascavel, Foz e 11 aeroportos que atualmente não possuem voos regulares (Bandeirantes, Umuarama, Toledo, Campo Mourão, Telêmaco Borba, Francisco Beltrão, Pato Branco, União da Vitória, Guarapuava, Ponta Grossa e Paranaguá). Em novembro, deve sair o edital de licitação dos primeiros 45 aeroportos entre os 270 que serão reformados nacionalmente.
Em Bandeirantes (Norte Pioneiro), a prefeitura enviou a documentação requisitada por Brasília e aguarda resposta para outubro ou novembro. O secretário municipal de Meio Ambiente, Fernando Comegno, relata que hoje os principais frequentadores da pista de grama do terminal são aviões de pequeno porte de produtores rurais. "Acredito que a região tem potencial, com a universidade (Estadual do Norte do Paraná Uenp), empresas querendo se instalar por aqui. O aeroporto mais próximo é em Londrina. A viabilidade é que precisa ser analisada", descreve.
Francisco Beltrão (Sudoeste) tinha até o ano passado voos regulares, mantidos por uma empresa regional, com três destinos: Curitiba, Chapecó e Concórdia. Entretanto, o serviço foi cancelado por falta de demanda. O vice-prefeito e secretário de Planejamento de Francisco Beltrão, Eduardo Scirea, diz que "as passagens caras e os horários ruins" eram os motivos para a baixa procura.
"Nós esperamos que esse plano, além de melhorar e ampliar os aeroportos regionais, tenha preços subsidiados e proporcione horários condizentes", afirma Scirea. Ele acredita que as obras em Beltrão terão início no ano que vem. "Soubemos que (os aeroportos de) Guarapuava, Toledo e Pato Branco estão mais adiantados. Os outros devem ser atendidos a partir do começo de 2014", relata.
Além do plano nacional, o governo do Paraná está traçando um planejamento para o setor aeroviário do Estado, com o objetivo de analisar demandas e potencialidades, especialmente dos 35 terminais que não são administrados pela Infraero (veja box).
Ainda não se sabe quando terá início a reforma nos aeroportos regionais do Paraná contemplados no planejamento do governo Dilma. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República ainda não divulgou a lista dos 45 terminais que serão incluídos no primeiro edital de licitação, que deve ser publicado em novembro. O ministro da SAC, Moreira Franco, declarou no mês passado que devem ser atendidos nessa primeira fase "aqueles que já têm mercado, mas que não operam adequadamente".

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