Ao contrário das parcerias de engorda de boi, alguns contratos de parceria em avicultura e suinocultura prometem uma rentabilidade fixa ao investidor. E não se trata de algo como o 1,25% pago por muitos FIFs (Fundos de Investimento
Financeiro) no mês passado.
A Gallus Agropecuária, por exemplo, garante um retorno de 3,06% ao mês nos contratos de parceria em avicultura. Nos contratos de parceria em suinocultura, a empresa garante retorno ainda maior, de 3,30%. A promessa de rentabilidade tão elevada em tempos de inflação baixa desperta críticas de analistas financeiros. Eles se preocupam porque investimentos do seu segmento começam a migrar para investimentos no mercado de suínos ou avícolas. Ou mesmo para a ‘‘poupança boi’’.
O argumento é que não é possível garantir um retorno superior ao das aplicações de renda fixa em uma atividade que envolve riscos, como a
agroindustrial, em que os preços dos insumos, ou mesmo do produto final, podem variar.
Fernando Caron, diretor-superintendente da Gallus, diz que é possível garantir tal retorno porque a empresa domina todo o ciclo do negócio, desde a produção dos animais, abate, corte, embalagem e comercialização. ‘‘Com isso, nossa margem de lucro não oscila muito e podemos dividir o lucro líquido com o parceiro’’, diz Caron. De acordo com ele, essa garantia de renda fixa também só é possível em atividades de ciclo produtivo mais curto, que dão menos espaço para a variação de preços. ‘‘Na engorda de boi não prometemos rentabilidade.

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