Avanço generalizado do comércio
São Paulo - As vendas das principais companhias varejistas devem se manter aquecidas ao longo do ano, mesmo com as recentes elevações dos juros promovidas pelo Banco Central para contrair o ritmo de expansão da economia. Após o crescimento do primeiro semestre, puxado pelas vendas da chamada linha branca, incentivadas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de geladeiras, fogões e máquinas de lavar, e de televisores, pela Copa do Mundo, o avanço deverá ser generalizado por todos os setores no segundo semestre, com destaque especial para itens de informática, segundo especialistas consultados pela reportagem.
O volume das vendas do varejo acumula expansão de 11,8% nos quatro primeiros meses deste ano, sobre igual intervalo de 2009, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas o desempenho do setor medido pelo IBGE ainda vai incorporar os resultados das vendas relacionadas à Copa do Mundo, como, por exemplo, de televisores, possibilitando a manutenção do atual ritmo de crescimento até o final deste ano.
''O desempenho do comércio varejista deve continuar bastante vigoroso ao longo do ano, devendo encerrar o ano com crescimento acima de 10%, corroborando o quadro de demanda bastante aquecida'', afirma, em relatório, a Rosenberg & Associados.
Após a retração nas vendas do início do ano passado, as varejistas do segmento de vestuário registraram forte aceleração no primeiro trimestre de 2010. As vendas no conceito mesmas lojas, que leva em consideração as filiais com mais de 12 meses de funcionamento, cresceram 19,1% na Marisa, 15,1% na Lojas Renner e 12,1% na Riachuelo entre janeiro e março, sobre o mesmo intervalo do ano passado. ''O primeiro trimestre veio acima da expectativa de todos. Não se esperava um desempenho tão robusto, mesmo com a fraca base de comparação'', diz Guilherme Assis, analista da Raymond James. (A.E.)





