São Paulo O mercado reagiu bem ao avanço da reforma da Previdência no Congresso, o que fez o dólar fechar ontem abaixo dos R$ 3,00. A moeda norte-americana caiu 2,22%, vendida a R$ 2,985. Essa foi a maior queda em um dia desde 29 de maio.
O mercado paulista de ações teve ontem a maior alta em sete meses. O Ibovespa (principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo) avançou 3,42%, aos 13.328 pontos. O giro financeiro foi de R$ 775,376 milhões. Foi a segunda maior alta do ano. Perdeu só para o pregão do dia 6 de janeiro, quando o índice subiu 3,61%, quando começou a chamada ''lua-de-mel'' do mercado com o então recém-empossado governo Lula.
Na madrugada de ontem, o governo conseguiu, em votação apertada na Câmara, manter a cobrança de contribuição previdenciária dos servidores inativos, ponto mais polêmico da reforma. ''Depois de um período de muitas incertezas, o mercado viu com bons olhos o resultado da votação. Foi uma surpresa positiva'', afirmou o chefe da mesa de câmbio do banco ING Barings, Alexandre Vasarhelyi.
Segundo Vasarhelyi, o governo saiu fortalecido da votação dos destaques (tentativas de mudar o texto). Na avaliação do analista, a tensão dos investidores em relação ao assunto tende a diminuir. ''O mercado viu como funciona a dinâmica do governo para a aprovar a reforma'', completou.
Nem a rolagem menor da dívida cambial de US$ 1,326 bilhão que vence no dia 14 interferiu ontem no humor dos investidores. O Banco Central rolou 24,1% dos contratos de ''swap'' (US$ 320,1 milhões). Isso significa que o governo terá de desembolsar cerca de US$ 1 bilhão para resgatar os papéis que não foram renovados, sem incluir o pagamento de juros. No segundo leilão, que concluiu ontem a operação de rolagem, o BC ofertou US$ 350 milhões, mas vendeu apenas US$ 169,7 milhões.

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