Avaliações on-line pesam na hora de escolher o hotel
Curitiba - A pesquisa da TripAdvisor mostrou ainda que os hoteleiros brasileiros acreditam que comentários e avaliações on-line têm maior poder de influência do que o preço na hora do viajante fazer reserva. De acordo com os hoteleiros consultados na pesquisa, as avaliações on-line (64%) têm maior impacto, seguido de recomendações de amigos e familiares (54%) e preço (41%). Os resultados sugerem que, embora os hoteleiros saibam que preço é um fator importante, eles acreditam que a tarifa combinada com uma boa reputação on-line pode influenciar as decisões de reserva.
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis regional Paraná (ABIH-PR), Henrique Lenz César Filho, disse que a avaliação on-line conta muito.
A Europa está no topo da lista de lugares que viajantes de todo mundo pretendem visitar nos próximos dois anos (46%), seguida pela Ásia (39%) e América do Norte (32%). Para os brasileiros, os destinos dos sonhos são Itália (45%) e França (38%).
No Brasil, 75% dos hoteleiros disseram que estão otimistas sobre a sua rentabilidade neste ano. Três a cada quatro (74%) planejam aumentar suas tarifas e, a maioria (73%) diz que isso é devido ao aumento das despesas gerais, enquanto que cerca de 25% afirmam que esse aumento é necessário para que seus empreendimentos continuem competitivos no mercado. Para César Filho, a rentabilidade depende da região e as mais procuradas e com maior rentabilidade no Brasil são Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Salvador, Recife e Fortaleza. Ele acredita que as tarifas irão aumentar em função da carga tributária e do aumento da energia elétrica, mas não soube informar um percentual.
O levantamento mostrou ainda que em 2014, boa parte dos investimentos do setor hoteleiro no Brasil está centrada em torno de marketing (67%) e renovações (59%). Apesar de apenas um a cada quatro (27%) pretender contratar funcionários, uma parcela de 60% das hospedagens irá investir em treinamento e aperfeiçoamento de seus funcionários. "Vale a pena oferecer treinamento e investir em marketing", disse César Filho. Segundo ele, hoje é necessário treinamento e contratações para manter o quadro porque há muita rotatividade neste setor que perde mão de obra para a construção civil. (A.B.)





