Autosil define investimento em 30 dias
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quarta-feira, 17 de março de 1999
Pedro Livoratti 
Dentro de 30 dias o grupo português Autosil Steco deve definir o local onde vai implantar uma indústria de baterias, que merecerá investimento de R$ 25 milhões, gerando 300 empregos. O presidente do grupo Pedro Sena da Silva se reúne hoje às 11 horas com o secretário da indústria e comércio do Paraná, Eduardo Sciarra, em Curitiba, para avaliar a possibilidade da fábrica instalar-se em Londrina. O executivo passou o dia de ontem na cidade, onde está a sede da Acumuladores Reifor, parceira do grupo há cerca de quatro anos. Ele participou de reuniões com representantes da prefeitura, sobrevoou a cidade e conheceu detalhes do Plano de Industrialização de Londrina (PDI).
O empresário confirmou que o grupo já decidiu pelo investimento no Brasil. Ele estuda propostas de Londrina e de cidades do Estado de São Paulo e Santa Catarina. Pedro da Silva não revelou o teor das propostas já apresentadas, mas afirmou que o grupo vai comparar as alternativas oferecidas. A meta da empresa prevê que a unidade brasileira entre em operação ainda este ano.
Segundo o empresário, o investimento se justifica pela demanda existente no mercado brasileiro de baterias. O que se faz hoje são improvisações, quem trouxer a tecnologia terá a oportunidade de abrir o mercado e acompanhá-lo posteriormene, definiu.
Ele informou que o grupo pleiteia o mercado de baterias estacionárias, usadas em sistemas de telecomunicações. O que ocorre atualmente no Brasil, afirmou o empresário, são adaptações em acumuladores automotivos. Há a oportunidade de substituir todo este parque e de acompanhar este crescimento, explicou. Outro setor que o grupo tem interesse é o de fabricação de baterias para rede de energia solar, ainda muito pouco explorado, mas de grande potencial no Brasil.
A idéia do grupo português é estabelecer uma parceria tecnológica com uma fábrica brasileira para aproveitar alguns componentes comuns nos acumuladores automotivos. O superintendente da Reifor Antonio Carlos Viana disse que uma possível parceria entre as duas empresas poderia facilitar a comercialização dos produtos.
A fábrica londrinense tem 70 distribuidores em 24 estados brasileiros e Países do Mercosul. Ele acredita que, caso a empresa seja implantada na cidade, a Reifor, que detém 9% do mercado brasileiro de baterias para reposição, poderia vislumbrar o mercado internacional, aproveitando a tecnologia de ponta do grupo português, que é um dos fornecedores da montadora francesa Renault. Atualmente a Reifor representa o produto do grupo português no Brasil.


