Depois da onda de antecipação de férias que tomou conta das indústrias automobilísticas instaladas no País, agora é a vez das autopeças -fornecedores do setor automotivo- tomarem medidas para enfrentar a crise de racionamento e a queda nas vendas.
O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) deve assinar hoje com a Força Sindical um acordo para instalação de um banco de horas durante o período de racionamento.
O texto do acordo já foi e voltou para a mão dos dirigentes da Força duas vezes. Pelos termos do acordo, as indústrias dos setores de autopeças, forjarias e parafusos podem criar banco de horas para compensar redução da produção, dias de folga e, inclusive, apagões.
O banco de horas estaria em vigor durante o período de racionamento, previsto para acabar em novembro. Nesse meio tempo, as empresas pagariam o salário dos trabalhadores normalmente, sem redução por conta da diminuição da jornada de trabalho. Em contrapartida, as horas paradas entraram como crédito no banco de horas em favor das empresas, e como débito para os trabalhadores. Mais tarde, quando o racionamento tiver acabado, os funcionários terão de pagar as horas em débito no sistema de 1x1, ou seja, uma hora de trabalho para cada hora compensada durante o racionamento.
Segundo o negociador salarial do setor patronal, Dráusio Rangel, a adoção do banco de horas é a saída para enfrentar tanto o racionamento como a queda nas vendas de automóveis.
Por enquanto, o acordo de banco de horas valerá apenas para os cerca de 190 mil metalúrgicos da base da Força no Estado de São Paulo. Mas o Sindipeças começará a negociar a mesma medida com os sindicatos de metalúrgicos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) na próxima semana.

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