A comodidade de fazer compras em casa também é o mote de vendedoras autônomas, que atendem suas clientes em domicílio. Isabela Oliveira é uma delas e diz que suas clientes são pessoas que não têm tempo de fazer compras e precisam de alguém que pode oferecer produtos fora do horário comercial. Outra vantagem do atendimento em domicílio está no atendimento personalizado e no trabalho de consultoria da vendedora: uma mão para ajudar a compor o visual.
Faz apenas dois anos que a vendedora Isabela vende roupas trazidas de Maringá e São Paulo e neste tempo já conquistou cerca de 300 consumidoras. "Eu trabalhava em uma butique, mas queria trabalhar por conta." Na butique, fez vários contatos que se tornaram depois clientes. Hoje, ela preenche todo o seu tempo com os atendimentos em domicílio e consegue ganhar em torno de R$ 4 mil ao mês.
A advogada Raphaella Amorim ainda oferece a comodidade de pagamento com cartão de crédito e boleto. Conciliando a carreira na área do Direito e as vendas, Raphaella atende cerca de 20 clientes fixas, a maioria parentes, amigos e indicações. Os atendimentos são feitos na casa da cliente ou até mesmo na residência da vendedora, que organiza, eventualmente, um chá. "A gente cria um vínculo diferente. A gente leva roupas de acordo com o gosto, já sabe o tamanho. Muitas das clientes têm filhos pequenos, por isso preferem atendimento em casa", comenta a advogada.
"A vida de advogado é estressante e eu gosto muito de vender", declarou Raphaella, sobre sua decisão de conciliar o Direito com as vendas. De quebra, a atividade incrementa a renda, segundo ela, em R$ 5 mil a R$ 10 mil.
Susan Mello, advogada, é cliente de Raphaella e valoriza esta possibilidade de poder comprar roupas em casa. "A gente prova com mais calma, tranquilidade, a vendedora deixa as peças de roupa em casa. Não é como ir na loja, que tem que decidir na hora. Tanta roupa a gente compra e acaba não gostando", opina.(M.F.C.)

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