Australianos têm interesse em negociar açúcar com Brasil
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terça-feira, 16 de outubro de 2001
De Londrina 
Diretores da Qeensland Sugar Limited (QSL), empresa responsável pela comercialização do açúcar produzido na Austrália, visitaram ontem plantações de cana e a usina de açúcar da Corol - Cooperativa Agropecuária de Rolândia.
Os empresários estão interessados em reunir dados sobre a produção de açúcar. Querem conhecer o setor sucroalcooleiro e manter contatos com produtores, instituições financeiras, agências reguladoras, consumidores e membros dos ministérios ligados a agricultura em Brasília, para discutir políticas e tendências do setor, além de promover intercâmbio de informações entre as partes.
Conforme o diretor industrial da Corol, Antônio Sérgio de Oliveira, a missão dos australianos está avaliando o mercado de açúcar, para saber qual é o potencial brasileiro, o custo de produção, a produtividade, entre outros aspectos relacionados com o setor. Antônio Sérgio, que já visitou a Austrália, lembrou que o grande diferencial é o alto índice de mecanização da cultura da cana naquele país, incluindo o corte. ''Mas, eles fazem uma média de apenas quatro cortes por plantio, enquanto aqui a média é de oito cortes, configurando maior longevidade e rentabilidade para o produtor brasileiro'', compara.
Na Austrália, mesmo operando com alta tecnologia, a produtividade média é de 80 t/ha, enquanto no Brasil a média chega 110 t/ha. O grupo, composto Bruce Vaughan, Ian White, Geoff Mitchel, Grahan Davies e Rowena Mcnally, foi despertado pela produção do álcool como derivado da cana. Opção que eles não tem na Austrália. Por ser um combustível mais limpo em relação a gasolina, os australianos acreditam que, no médio prazo, a tendência é o álcool brasileiro conquistar uma fatia do mercado internacional.
Para os visitantes, que operam diretamente com as grandes bolsas internacionais, a previsão é de que o preço do açúcar deverá permanecer estável para os próximos três anos, devendo ficar em torno de 7 cents de dólar por libra peso. A comitiva australiana foi recebida na Corol por Antônio Sérgio de Oliveira, diretor industrial; Francisco Campíolo, gerente administrativo, e Irineu de Paula, gerente industrial.


