Curitiba - Os lojistas de Curitiba se surpreenderam com as vendas realizadas em maio. Segundo a Associação Comercial do Paraná (ACP), elas cresceram 16% em relação à abril, transformando-se no melhor mês de maio desde 1994. O aumento das vendas foi provocada pela primeira onda de frio do ano, ocorrida no mês passado, que motivou as pessoas correrem às lojas para comprarem artigos de inverno.
Segundo o vice-presidente da ACP, Élcio Ribeiro, as vendas no mês superaram o Dia das Mães, que vendeu 3,4% a mais em relação ao ano passado, quando a expectativa era de aumento de 6%. ''Foi muito bom porque as vendas no mês foram maiores que o segundo dia mais esperado do calendário pelo comércio, depois do Natal'', disse o empresário.
As lojas de calçados e vestuário apresentaram crescimento de 4,23% e 6,36%, respectivamente, em relação ao mês anterior. Concessionárias de veículos e cine-foto-som e óticas registraram queda de 4,54% e 12,16% no período.
Quem sustentou o aumento das vendas em maio foi o crediário. As consultas ao Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que mede as vendas a prazo, cresceram 15,69% em relação ao mês anterior. ''As roupas de inverno são mais pesadas e mais caras, exigindo o crediário'', explicou Ribeiro. Foram 425.237 consultas ante as 367.579 realizadas em abril. Deste total, 41.208 consultas receberam ''sinal vermelho'', por serem de pessoas inadimplentes.
Já as vendas à vista, medidas pelas consultas ao VideoCheque, não foram consideradas tão boas. Segundo a ACP foi o pior maio de toda a série histórica das vendas no comércio, apesar de ter aumentado 4,17% quando comparado com o mês anterior. Foram 243.519 consultas ante as 233.771 de abril.
Apesar do aumento das vendas à crédito, Ribeiro disse que o lojista já não teme mais a inadimplência como ocorria no passado. ''O consumidor está mais consciente e não compra mais por impulso''. Segundo o empresário, o consumidor recorre bastante ao crédito, mas ''com os pés no chão e parcela as compras conforme tem condições de arcar com o débito''.
Segundo dados do Banco Central, no primeiro quadrimestre deste ano o aumento do volume de crédito foi de 48,91% em relação ao mesmo período de 2004. Durante o ano passado, a expansão foi de 34,68%. Para Ribeiro, deve-se considerar que ''o aumento de crédito, se adequadamente dosado, produz efeitos positivos sobre a atividade econômica, propiciando incremento de renda e emprego.

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