Aumento na conta de luz: novas tarifas da Copel já estão em vigor
Para consumidores residenciais o aumento é de 20%; revisão tarifária foi aprovada pela Aneel
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quinta-feira, 25 de junho de 2026
Para consumidores residenciais o aumento é de 20%; revisão tarifária foi aprovada pela Aneel

Consumidores da Copel (Companhia Paranaense de Energia) já pagam mais pela tarifa. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a revisão tarifária da Copel e os novos valores entraram em vigor nesta quarta-feira (24). A empresa tem cerca 5,32 milhões de unidades consumidoras.
De acordo com a nova tabela, o aumento para consumidores residenciais é de 20%. Para consumidores de baixa tensão, a tarifa subirá 19,85%; e para os de alta tensão, 21,87%.
Durante coletiva, em visita a Londrina nesta quinta-feira, o governador Ratinho Jr explicou que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é quem define os reajustes da tarifa e reforçou que “nem a Copel e nem o Governo do Estado têm a responsabilidade de aumentar a energia”. Segundo ele, o aumento vale para todos os estados, que precisam acatar a decisão da Aneel. Por outro lado, destacou que o valor do quilowatt-hora do Paraná permanece como um dos mais baratos do país, em torno de R$ 0,76 para o consumidor residencial.
De acordo com a Aneel, o reajuste foi pressionado principalmente pelo "aumento nos custos de transmissão e compra de energia, além da atualização de encargos setoriais". O impacto nas contas de luz poderia ter sido maior, chegando a quase 28,77%, mas a agência reguladora aprovou um mecanismo de diferimento (parcelamento de custos) que atenuou o índice para a casa dos 20%.
Em nota, a Copel explica que o maior impacto no reajuste é o custo do subsídio à geração distribuída (GD) através das placas fotovoltaicas. Do total do índice, 16% correspondem ao impacto causado pela GD, que é paga por todos os consumidores. Ainda segundo a nota da Copel, o "crescimento dos usuários beneficiados com GD nos últimos anos foi expressivo. Entre dezembro de 2020 e junho de 2026, o total saltou de 55 mil para 677 mil consumidores, que representam 13% da base de clientes do Estado."
A Companhia diz ainda de cada R$10, 00 na conta de luz, cerca de R$ 2,00 remuneram de fato a empresa. Os 80% restantes são destinados ao sistema elétrico nacional.
Revisão e reajuste
A Revisão Tarifária Periódica (RTP) e o Reajuste Tarifário Anual (RTA) são os dois processos tarifários mais comuns previstos nos contratos de concessão da Aneel.
O processo de RTP é mais complexo. Nele são definidos: (i) o custo eficiente da distribuição (Parcela B); (ii) as metas de qualidade e de perdas de energia; e (iii) os componentes do Fator X para o ciclo tarifário.
Já o processo de RTA é mais simples e acontece sempre no ano em que não há RTP. Nesse processo, é atualizada a Parcela B pelo índice de inflação estabelecida no contrato (IGP-M ou IPCA) menos o fator X (IGP-M/IPCA – Fator X).
Em ambos os casos são repassados os custos com compra e transmissão de energia e os encargos setoriais que custeiam políticas públicas estabelecidas por meio de leis e decretos.
(Com informações da Aneel e da Copel)
* matéria atualizada às 14h50 com posicionamento do governador Ratinho Jr.


Da Redação
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