Proprietários de postos de combustíveis de Londrina não informam, por enquanto, se haverá repasse da alta autorizada pelo governo a partir de amanhã ao preço final. Segundo alguns empresários ouvidos pela Folha, as distribuidoras ainda não divulgaram os seus preços.
O dono do Posto Ferrari, Reinaldo Martins Siqueira, acredita que o bom senso deve prevalecer, fazendo com que os empresários do setor não aumentem os preços dos combustíveis. ''Não dá para judiar mais do consumidor. Os preços já estão altos'', disse Siqueira. Ele acredita que, com a atual margem de lucro de R$ 0,20 na maioria dos postos da cidade, os estabelecimentos têm condição de absorver a nova alta. ''Se o aumento for de cerca de 3%, dá para todo mundo absorver. Uma alta agora seria falta de lógica''.
Já a sócia-proprietária do Posto Santa Cruz, Elaine Tomasetti, defende o repasse de qualquer aumento. ''Trabalhamos dois anos no vermelho e agora estamos tendo um fôlego. Qualquer novo aumento terá que ser repassado'', afirmou.
No último sábado, dois postos ''brigaram'' no preço, fazendo com que a gasolina chegasse a ser vendida por R$ 1,59 no Auto Posto Carajás. A disputa teria acontecido entre o Carajás e o Posto Duim, ambos na rua Maringá. Durante quatro horas, os dois postos teriam mexido nos preços das bombas, alterando para R$ 1,74, R$ 1,69, R$ 1,64 até chegar a R$ 1,59. Depois, ambos voltaram ao preço anterior. O dono do Posto Duim, Osvaldo Duim, negou a redução. ''Vendi o tempo todo a R$ 1,78'', afirmou. (Cláudia Lopes, de Londrina)

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