Apenas dois dias depois da Promotoria de Defesa do Consumidor desencadear uma operação para avaliar a possibilidade de sonegação fiscal e adulteração de combustíveis, os donos de postos de Londrina subiram cerca de 44% o litro do álcool, na semana passada. O preço do produto, que recentemente era em média de R$ 1,02, teve reajuste entre R$ 1,45 e R$ 1,47.
  Os donos de postos não quiseram se manifestar sobre o aumento do produto na bomba. Já a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que monitora preços abusivos do setor, informou que técnicos acompanham os preços em todo País e que, constatando-se tentativa de alinhamento de preços ou outras formas de infração, o caso poderá ser levado ao Ministério da Justiça.
  Os consumidores foram pegos de surpresa no início da tarde da última quinta-feira. Taxistas reclamavam do aumento ‘‘exagerado’’ do produto. O presidente do Rádio Táxi, Laércio Francisco Borinelli, disse que a categoria foi surpreendida com o aumento do álcool. ‘‘Estranhei todos os postos aumentarem ao mesmo tempo’’, declarou, indagando qual teria sido o motivo do aumento. Segundo ele, o aumento vai refletir até 30% no custo do transporte de passageiros.
  A Petrobras, que não reajusta preços, informou que não houve qualquer alteração de preço no mercado petrolífero, tanto interna quanto externamente.



A agência informou que o caso de Londrina precisa ser monitorado por um período maior para se avaliar se há uma infração contra ordem econômica como, por exemplo, tentantiva de alinhamento de preço, configurando então formação de cartel


Adição de água no álcool altera o nível de pH, condutividade e densidade do combustível, além de aumentar a emissão de gases poluentes. Causa corrosão e entupimento de componentes do motor e de todo o circuito percorrido pelo combustível

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