O governo deverá anunciar até sexta-feira o percentual de aumento do salário mínimo e do piso de benefícios para os aposentados e pensionistas da Previdência Social, a entrar em vigor sábado.
Embora o governo acene com o repasse da inflação, os segurados não devem contar com um reajuste expressivo. O aumento deverá ser concedido pela menor variação acumulada por um índice de preços ao consumidor de maio do ano passado a abril deste ano. Se for adotado o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), por exemplo, a previsão é que o reajuste ficará em torno de 4%. Nesse caso, o salário mínimo subirá para cerca de R$ 135,00.
Caso o governo opte pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), também da Fundação Getúlio Vargas, o aumento do salário mínimo e do piso de benefício ficaria entre 8% e 9,6%. Para a Federação dos Aposentados e Pensionistas do Estado de São Paulo (Fapesp), em ambos os casos (reajuste de 4% ou de até 9,6%), os aumentos são insuficientes. A Fapesp reivindica reajuste de 66%, para repor as perdas dos segurados desde 1989.
Os aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo terão reajuste a partir de 1º de junho. Para esses segurados, o reajuste deverá ficar em torno de 4,6%, caso seja adotado o IPC. Pelo IGP-DI, o aumento estimado seria de 10,42%.
Só terá direito ao reajuste integral quem se aposentou até junho. Para quem teve o benefício concedido a partir de julho, o aumento será proporcional ao número de meses em que recebeu o pagamento.

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