Aumento de tráfego no PR é o maior do País em janeiro
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sábado, 09 de fevereiro de 2013
Nelson Bortolin <br>Reportagem Local 
O tráfego de caminhões nas rodovias pedagiadas do Paraná cresceu 5,96% em janeiro - o maior aumento desde 2005. Já o de veículos leves aumentou apenas 0,1%. Juntando as duas categorias, o crescimento é de 4,5%, segundo o Índice ABCR, da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, divulgado ontem pela entidade. Foi o maior aumento entre os quatro estados que compõem o índice: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná.
O crescimento do tráfego de caminhões, quando consideradas as quatro unidades da Federação, foi de 5%, e o de veículos leves permaneceu estável em janeiro, o que resultou num índice geral de 1%, segundo dados da ABCR.
O tráfego de caminhões é um importante indicador econômico. No caso do Paraná, mostra que a safra já movimentou as rodovias no primeiro mês do ano. O índice ABCR é feito em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada. Segundo o economista e sócio da empresa Juan Jensen, é preciso levar em consideração que o tráfego de caminhões cresceu muito em cima de um mês fraco. Em dezembro, o movimento de veículos pesados nas rodovias concedidas no Estado havia caído 4,26%.
"Mesmo assim, é um sinal importante de que houve uma recuperação. Mostra que a economia começou o ano com o pé direito", diz Jensen. Segundo ele, o índice de dezembro foi um "ponto fora da curva". O economista sustenta que o crescimento do índice no Paraná e no Rio Grande do Sul (3,7%) está relacionado com a safra. E que o aumento de caminhões circulando em São Paulo (5,3%) indica que a indústria também retomou atividades em janeiro. "O ano começou bem, a questão é saber se vai continuar aqui", declara.
De acordo com a consultoria, embora tenha ficado estável em janeiro, o fluxo de veículos leves nas rodovias também tem tendência de alta durante o ano de 2013. "O mercado de trabalho ainda tem condições muito boas, mas percebemos um arrefecimento na renda. De qualquer forma, o crescimento de 6,2% da massa salarial em 2012, quando comparado a 2011, segundo dados do IBGE, ainda é muito expressivo", diz o economista Rafael Baccioti, também da Tendências.
Ao mesmo tempo em que serve como termômetro, o pedágio pesa na economia como um todo. Os caminhões bitrens (7 eixos) que saírem carregados de soja de Cascavel em direção ao Porto de Paranaguá deixarão R$ 463,30 (só de ida) em oito praças de pedágio.



