O crescimento da classe média e o aumento do consumo por esta parcela da população fez dois professores criarem um novo modelo para a definição socioeconômica do brasileiro. Alimentação fora de casa, cosméticos, automóveis e viagens aéreas são hoje mais demandados do que antes, o que mostra que uma parcela maior da sociedade merece a atenção das empresas que oferecem estes produtos. Estas empresas, por sua vez, devem voltar seu olhar para esta ''nova classe média'', a fim de suprir melhor as suas necessidades.

O modelo proposto pelos professores Wagner Kamakura, da Fuqua School os Business, da Universidade de Duke (EUA), e José Afonso Mazzon, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Feausp) possibilita captar, com mais precisão, as mudanças nas condições socioeconômicas e os hábitos de consumo adotados pelas famílias brasileiras. Trabalha com 14 a 36 variáveis para realizar a classificação socioeconômica como o número de aparelhos de TV em cores, computadores pessoais e automóveis, nível de educação, acesso a esgoto, água tratada.

Os dados utilizados são dos mais de 104 mil domicílios levantados pelas Pesquisas de Orçamentos Familiares, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizadas em 2003 e 2009.

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