Indústrias e empresas que se utilizam de plásticos como matéria-prima estão preocupados com o decreto assinado pelo governo federal que estabelece novas alíquotas para a cobrança do Imposto de Produtos Industrializados (IPI), e que eleva a alíquota da matéria-prima de 5% para 15%. O decreto 3.777, de 23 de março de 2001, e que entrou em vigor no último domingo, também suspende todas as sanções de embalagens flexíveis para a alíquota de 15%.
O presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Paraná (Simpep), Dirceu Galléas, disse que o sindicato está tomando as medidas que considera necessárias para que as entidades, principalmente as que representam o setor no Brasil, manifestem-se publicamente sobre o teor do decreto. ‘‘A idéia é buscar, na área jurídica, uma solução para que atitudes desse gênero, antes de adotadas, possam ser analisadas pelo setor’’, completa.
Dirceu Galléas acrescenta que todos empresários que atuam no setor estão insatisfeitos e indignados com a decisão de aumentar a alíquota sobre a matéria-prima. ‘‘Entendemos que essa é uma medida arbitrária e que busca tão somente elevar a carga tributária do setor, já tida como insuportável por todos’’, reclama o presidente.
O coordenador regional do Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em Cascavel, Valdinei Francisco Bobato, que também atua no ramo de materiais plásticos, entende que a medida trará prejuízos ao Estado e ao País. Ele acredita que o decreto, caso nada seja feito para amenizar seus efeitos, poderá inviabilizar empresas que atuam no setor. ‘‘É uma diferença considerável e preocupante elevar o valor da alíquota em cerca de 10 pontos percentuais’’, afirma Bobato.
Para o empresário Eliseu Zanella, os sindicatos do setor devem usar de todos os meios possíveis na tentativa de barrar os efeitos da medida, que, caso contrário, poderá comprometer a saúde financeira de muitas empresas, principalmente as micro e pequenas empresas. ‘‘Para quem está no Simples, isso significa um custo maior na matéria-prima equivalente a 10%, que não será repassado ao consumidor em razão da forte concorrência que o segmento impõe’’, diz o empresário.

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