Aumento de 2% já contentaria supermercados
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sábado, 20 de outubro de 2001
Rosana Félix<br> De Curitiba 
O setor varejista do Paraná estima que as vendas de Natal neste ano devem ficar no mesmo patamar que no ano passado, ou, na melhor das hipósteses, com crescimento de 2%, segundo levantamento feito pela Associação Paranaense dos Supermercados (Apras). Mesmo sem grandes expectativas, deverão ser contratados 2 mil trabalhadores temporários em todo o Estado, segundo o presidente da entidade, Joanir Zonta.
A estimativa de vendas, de acordo com Zonta, é uma visão ''realista'' da atual situação ecônomica. ''Além disso o consumidor está mais consciente na hora de comprar'', afirmou. No ano passado, o varejo no Estado teve faturamento de R$ 5,2 bilhões. As vendas em dezembro são 30% maiores em comparação com os outros meses, mas Zonta não sabe precisar o faturamento do Natal passado.
O setor varejista do Paraná segue uma tendência nacional verificada por pesquisa feita pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O levantamento, feito com 50 empresas de todo o Brasil - que somam quase 50% das vendas do setor - mostra que 65% vão manter suas encomendas nos mesmos patamares das registradas em 2000. Apenas 20% dos empresários vão encomendar mais produtos, e 15% pretendem encolher os pedidos. Para 64% dos entrevistados, os consumidores serão moderados neste Natal.
A pesquisa também confirma o que já era constatado pelo consumidor: os produtos importados vão ficar fora das prateleiras. As encomendas desses itens caíram entre 15% e 40%. ''Desde a alta do dólar em janeiro de 1999 o consumidor vem mudando seus hábitos, e em contrapartida a indústria se desenvolveu bastante. O fabricante nacional está competindo em qualidade com os importados e com preço menor'', avalia Zonta.
Entre os produtos que devem ser mais vendidos neste Natal estão as bebidas. A maior parte dos empresários pretende comprar mais cerveja, refrigerante e vinho nacional do que em 2000.


