O crescimento do emprego formal bateu novo recorde em janeiro. No primeiro mês do ano foram gerados 48.796 postos de trabalho formais, enquanto em janeiro de 2000 foram criados 31.198 postos de trabalho. Nos quatro anos anteriores, ou seja, de 1996 a 1998, houve perda de postos de trabalho no mês. Segundo os técnicos do Ministério do Trabalho, o crescimento do emprego com carteira assinada em janeiro foi o maior já registrado para o mês, em termos porcentuais, em toda a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
De acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho, o recorde anterior foi justamente o de janeiro de 2000. ‘‘O aumento relativo do emprego foi mais de 50% superior ao melhor resultado observado nesse período’’, ressalta a nota técnica que acompanha os números do mercado formal de trabalho.
Os técnicos atribuem a trajetória de elevação do emprego à continuidade do crescimento econômico, ausência de choques setoriais negativos e à sazonalidade positiva da atividade agrícola.
Devido aos fatores sazonais, a maior taxa de crescimento do emprego em janeiro coube à agricultura. O porcentual de aumento do emprego na atividade foi de 1,49%. Em termos absolutos o setor foi responsável pela geração de 14.076 postos de trabalho com carteira assinada. Os técnicos observaram que, mesmo sem levar em conta a sazonalidade, a demanda por trabalho agrícola vem acompanhando o aquecimento global da economia.
O segmento formal do mercado de trabalho, segundo os técnicos, continua sendo dinamizado pela indústria de transformação. Em janeiro este setor apresentou o melhor resultado em termos absolutos, com a geração de 24.047 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, terminados em janeiro, a indústria de transformação foi responsável por um saldo líquido de 204.715 oportunidades de emprego para um total de 675.194 postos de trabalho criados na economia.
No setor de serviços, o balanço de janeiro confirma a tendência de crescimento registrada no ano passado. O setor foi responsável pela criação de 13.926 postos de trabalho no mês. Em janeiro a perda de postos de trabalho se limitou ao comércio (- 9.003 no total), ao subsetor de ensino (- 7.885) e à administração pública (-1.109). A queda do emprego no comércio resultou, segundo os técnicos, da contração do estoque de assalariados no comércio varejista (-14.097 postos de trabalho) em função do ajuste da demanda de trabalho após a bolha de consumo que caracteriza o último mês do ano. No comércio atacadista o saldo do emprego foi positivo em 5.094 postos em janeiro.
Em janeiro, os técnicos registraram que até mesmo a construção civil, que sofreu queda do emprego nos meses de novembro e dezembro, retomou o saldo positivo, passando a gerar 5.766 postos de trabalho.
Em termos geográficos a maior taxa de crescimento do emprego foi registrada em Santa Catarina e a maior queda, na Paraíba. Tal comportamento foi atribuído à influência de fatores sazonais vinculados ao ciclo agrícola.

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