Aumento da TEC está acertado no Mercosul
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quarta-feira, 12 de novembro de 1997
Agência Estado Brasília 
O aumento de 3 pontos percentuais da Tarifa Externa Comum (TEC), que o Brasil e seus três sócios do Mercosul aplicam a 90% das importações de terceiros países está praticamente acertado. Em princípio há acordo, disse ontem o presidente da Argentina, Carlos Menem. Segundo o secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina, embaixador Jorge Campbell, a elevação da TEC deverá ser anunciada na sexta-feira e incidirá sobre todos os produtos, menos dois: bens de capital e combustíveis.
O aumento da TEC foi uma proposta que a Argentina fez há algumas semanas para o Brasil e que o ministro da Fazenda, Pedro Malan, aceitou, explicou Campbell. Segundo ele, o ministro da Economia do Uruguai também deu sinal verde. Faltam alguns acertos finais com o ministro paraguaio para concluir o acordo, numa reunião dos quatro em Montevidéu, na próxima sexta-feira.
A proposta argentina para limitar importações foi encampada imediatamente pelo Brasil porque coincidiu com a necessidade do País de equilibrar suas contas. Além de cortar gastos, o pacote econômico anunciado na segunda-feira tem medidas para incentivar as exportações e reduzir o déficit na balança comercial, que este ano já ultrapassa US$ 7 bilhões.
Para a Argentina, o aumento da TEC foi a fórmula encontrada para compensar a eliminação da Taxa de Estatística, de 3%, que cobrava sobre todas as importações e cuja eliminação acaba de ser imposta pela Organização Mundial do Comércio (OMC).


