Rio de Janeiro - Embora a sondagem não tenha uma pergunta específica sobre os efeitos da alta da taxa Selic - que subiu em janeiro pela quinta vez consecutiva - o coordenador da pesquisa analisa que ''pelo conjunto de respostas o empresário está avaliando que esse ajuste seria um ajuste fino de política monetária e que a tendência mais adiante é de a taxa vai voltar a cair''. Campelo afirma que, no máximo, o aumento da Selic pode desacelerar o ritmo de crescimento, mas não interromper a trajetória de expansão.
Dentre os 20 indicadores da pesquisa, o dado negativo veio da previsão para produção no primeiro trimestre. A proporção de empresas apostando em aumento da produção foi de 27% (abaixo dos 38% em janeiro de 2004).
Já a fatia das empresas que esperam queda ficou em 34% (pouco acima dos 33% ano passado). Segundo a FGV, as perspectivas para os próximos meses, contudo, são favoráveis, ''compatíveis com o ciclo de crescimento sustentado'', com destaque para projeções de emprego e situação dos negócios nos próximos seis meses.
A diferença entre respostas negativas e positivas para a previsão de contratações no primeiro trimestre (7 pontos porcentuais) foi o melhor desde 1987 (14 pontos). Nos últimos 20 anos este saldo foi positivo em apenas cinco anos. Os segmentos com melhores perspectivas de contratação foram o mecânico, de transporte, borracha e o de material elétrico e de comunicações. Para 59% das empresas pesquisadas a situação dos negócios vai melhorar no primeiro semestre, enquanto 4% acreditam em piora. (AE)

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