São Paulo - A decisão do governo de elevar a alíquota do IOF para compensar as perdas sofridas com o atraso na votação pelo Congreso da prorrogação da CPMF até 2004, desencadeou uma onda de protestos em diferentes setores. Em notas oficiais, Força Sindical, CNI (Confederação Nacional da Indústria) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) se manifestaram contra o aumento.
O vice-presidente da CNI, deputado Armando Monteiro Neto (PMDB-PE), lembrou que o governo tem um ‘‘desafio fiscal’’ para cumprir as metas negociadas com o FMI (Fundo Monetário Internacional), mas condenou a alternativa escolhida. A medida, disse, vai onerar a atividade produtiva. ‘‘O Brasil precisa é de uma reforma tributária’’, declarou outro vice-presidente da CNI, deputado Moreira Ferreira (PFL-SP).
O presidente em exercício da Fiesp, Carlos Roberto Liboni, qualificou a decisão de ‘‘lamentável’’ e declarou que a medida ameaça o crescimento econômico. ‘‘Se há alguns meses nos perguntávamos a que ritmo estávamos retomando a produção, atualmente nos perguntamos o que sustentará o crescimento.’’
A Força Sindical expressou ‘‘repúdio e indignação’’ pela medida e disse temer as consequências: ‘‘A economia vai sofrer desaquecimento, o que certamente acarretará aumento do desemprego, redução do poder de compra e queda na produção’’, disse o texto assinada pelo presidente da Força, Paulo Pereira da Silva.

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