O preço da gasolina nos postos paranaenses aumentou ontem em média 7,4%, segundo o presidente do Sindicombustíveis do Paraná, Roberto Fregonese. Ele disse que o reajuste dos postos variou de 7% a 8%, dependendo da origem do combustível. ‘‘Estes foram os índices repassados pelas companhias distribuidoras’’, afirmou. Por recomendação do sindicato, os donos de postos do Estado aumentaram os preços nas bombas em 7% à zero hora de ontem. Depois, ao longo do dia, muitos reajustaram os preços em até 1%, conforme o aumento repassado pelas distribuidoras.
O Posto Aeroporto, de Londrina, reajustou os preços duas vezes ontem. ‘‘O litro do produto, que na quinta-feira custava R$ 0,799, foi vendido na madrugada de ontem por R$ 0,949. Antes do almoço, o preço nas bombas era de R$ 0,899’’, disse o gerente Sérgio da Cunha.
‘‘Não sabíamos ao certo quanto deveríamos aumentar. Só ontem, quando compramos o combustível da Petrobrás, é que ficamos sabendo que a companhia repassou 7%’’, contou Cunha. Segundo ele, o consumidor reclamou muito da alta de ontem. ‘‘Nestas ocasiões é comum o consumidor deixar de abastecer para tentar achar um posto mais barato. Logo deverá haver uma acomodação nos preços’’. O proprietário do Posto Kelly, Júlio de Souza, só terá certeza do novo preço na segunda-feira, quando receber produto novo. ‘‘Por enquanto, subimos 7%’’.
Mas nem todos os postos do Estado haviam mexido nos preços das bombas ontem. ‘‘Alguns posteiros, que tinham uma boa tancagem, preferiram trabalhar com o preço antigo, aguardando o comunicado oficial das companhias’’, afirmou Roberto Fregonese. As distribuidoras não quiseram revelar seus preços com antecedência por causa da concorrência, segundo ele. ‘‘A diferença de 1% representa R$ 0,08 no preço final do litro da gasolina. No caso das distribuidoras que vendem milhões de litros, significa muito dinheiro. Para um posto que comercializa 200 mil litros, a diferença de 1% equivale a R$ 2 mil a mais no final do mês’’, calculou. Segundo Fregonese, a diferença no abastecimento de um tanque de 40 litros significa uma economia de R$ 0,40.
Ele afirmou que deverá haver uma nova alta nos preços dos combustíveis - de R$ 0,03 a R$ 0,035 - quando entrar em vigor os aumentos da CPMF e Cofins. ‘‘O consumidor é a grande vítima porque tem que pagar por uma dívida que não contraiu’’, afirmou Fregonese. Segundo ele, a alta de ontem foi ‘‘inoportuna’’ já que coincide com a queda de 20% no preço do petróleo no mercado internacional. ‘‘O governo não cumpriu o que havia prometido em junho, que era acompanhar os preços internacionais’’.Arquivo FolhaRoberto Fregonese: ‘‘Consumidor paga dívida que não contraiu’’Cláudia Lopes

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