Aumento da gasolina será menor
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terça-feira, 25 de setembro de 2001
Agência Folha<br>De Brasília 
A queda acentuada do preço do barril de petróleo e do dólar (recorde desde 1999) vai diminuir o impacto de reajuste dos combustíveis, marcado para sexta-feira da semana que vem.
A área técnica reviu as projeções e agora avalia que o aumento máximo na refinaria será de 4% -percentual igual à projeção feita antes do atentado terrorista nos Estados Unidos e um ponto percentual menor do que a última previsão, feita no final da semana passada.
O reajuste de 4% seria o máximo que o governo federal poderia aplicar de acordo com fórmula elaborada em novembro do ano passado. Isso significa que o governo poderá aplicar qualquer reajuste entre 0% e 4%. Se o reajuste for de 4%, em tese, o preço do combustível nos postos subiria 3,4%. O preço nos postos de todo o País, no entanto, é liberado.
A fórmula que determina os reajustes foi aplicada duas vezes neste ano. Em abril houve redução de 5,51% na refinaria e em julho, aumento de 10,42%.
A fórmula leva em conta o preço médio do barril de petróleo em comparação a um preço de referência para esse combustível em reais (R$ 55) e a média do dólar. Se o preço do petróleo no mercado internacional estiver maior do que o de referência, há reajuste. Se estiver menor, o preço cai para a venda nas refinarias, o que faz com que o combustível também caia para o consumidor.
O reajuste previsto para o mês que vem poderá ser o último anunciado pelo governo neste ano. Para 2002, os preços devem estar liberados, com a possibilidade de importação de gasolina e óleo diesel. Essa liberação, no entanto, depende da aprovação de emenda constitucional.
Se a liberação não acontecer como se prevê, o governo editará medida provisória prorrogando o modelo atual -com reajustes definidos pelo governo para o preço na refinaria.


