As promoções nos preços dos combustíveis na maioria dos postos de Curitiba estão com os dias contados. No último final de semana, muitos postos que vendiam o litro da gasolina comum por R$ 1,599 reajustaram o preço do produto para R$ 1,629. O motivo seria uma precaução com a proximidade da vigência da nova alíquota da CPMF (Contribuição Provisória da Movimentação Financeira) que a partir do dia 18 de março muda de 0,30% para 0,38%.
‘‘Acho que os postos ainda não reajustaram o preço dos combustíveis, mas o aumento ainda que pequeno será inevitável’’, admitiu Pedro Milan, vice-presidente do Sindicombustíveis do Paraná. De acordo com o empresário, os postos que trabalham de forma correta não têm como evitar o repasse do imposto porque a estrutura de custos já anda bem apertada.
O que está acontecendo é que os postos estão retirando as promoções e restabelecendo suas tabelas de preços. Isso porque os postos ainda não sabem quanto será o aumento do combustível cobrado pelas distribuidoras, disse Milan.
De acordo com o diretor do sindicato, a CPMF é um imposto em cascata que é cobrado desde a refinaria. ‘‘Não sabemos a que preço o combustível será repassado para os postos que constituem o último elo na comercialização do combustível’’, explicou. ‘‘ Mas o efeito deve ser pequeno’’, emendou. Para o empresário, a incidência da CPMF prejudica toda a estrutura tributária e favorece a sonegação fiscal e a concorrência desleal.
O Sindicombustíveis defende a adoção do imposto seletivo ou único, que seria cobrado nas refinarias (fonte) de uma só vez. Com isso, seria evitada a sonegação fiscal e os problemas decorrentes da adulteração do combustível que tanto prejudicam o revendedor indôneo, ressaltou o empresário.
Segundo Pedro Milan, as promoções vantajosas que estão sendo oferecidas hoje devem causar a desconfiança do consumidor.

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