Aumento da CPMF elimina promoções de combustíveis
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segunda-feira, 05 de março de 2001
Vânia Casado De Curitiba 
As promoções nos preços dos combustíveis na maioria dos postos de Curitiba estão com os dias contados. No último final de semana, muitos postos que vendiam o litro da gasolina comum por R$ 1,599 reajustaram o preço do produto para R$ 1,629. O motivo seria uma precaução com a proximidade da vigência da nova alíquota da CPMF (Contribuição Provisória da Movimentação Financeira) que a partir do dia 18 de março muda de 0,30% para 0,38%.
Acho que os postos ainda não reajustaram o preço dos combustíveis, mas o aumento ainda que pequeno será inevitável, admitiu Pedro Milan, vice-presidente do Sindicombustíveis do Paraná. De acordo com o empresário, os postos que trabalham de forma correta não têm como evitar o repasse do imposto porque a estrutura de custos já anda bem apertada.
O que está acontecendo é que os postos estão retirando as promoções e restabelecendo suas tabelas de preços. Isso porque os postos ainda não sabem quanto será o aumento do combustível cobrado pelas distribuidoras, disse Milan.
De acordo com o diretor do sindicato, a CPMF é um imposto em cascata que é cobrado desde a refinaria. Não sabemos a que preço o combustível será repassado para os postos que constituem o último elo na comercialização do combustível, explicou. Mas o efeito deve ser pequeno, emendou. Para o empresário, a incidência da CPMF prejudica toda a estrutura tributária e favorece a sonegação fiscal e a concorrência desleal.
O Sindicombustíveis defende a adoção do imposto seletivo ou único, que seria cobrado nas refinarias (fonte) de uma só vez. Com isso, seria evitada a sonegação fiscal e os problemas decorrentes da adulteração do combustível que tanto prejudicam o revendedor indôneo, ressaltou o empresário.
Segundo Pedro Milan, as promoções vantajosas que estão sendo oferecidas hoje devem causar a desconfiança do consumidor.


