Bra­sí­lia - Dian­te da tra­je­tó­ria de de­te­rio­ra­ção do sal­do co­mer­cial e au­men­to rá­pi­do do dé­fi­cit em con­ta cor­ren­te, re­fle­xo da com­bi­na­ção de cres­ci­men­to ­mais ace­le­ra­do no Bra­sil do que no mun­do e câm­bio va­lo­ri­za­do, o de­sa­fio que se co­lo­ca pa­ra a eco­no­mia do ­País é ele­var a com­pe­ti­ti­vi­da­de da pro­du­ção na­cio­nal. Em es­pe­cial aque­la vol­ta­da pa­ra as ex­por­ta­ções. Se­gun­do o se­cre­tá­rio de Acom­pa­nha­men­to Eco­nô­mi­co do Mi­nis­té­rio da Fa­zen­da, An­tô­nio Hen­ri­que Sil­vei­ra, es­se é um dos te­mas que a equi­pe eco­nô­mi­ca vai en­fren­tar em 2010.
  Em en­tre­vis­ta à Agên­cia Es­ta­do, Sil­vei­ra pon­de­rou que as ini­cia­ti­vas do go­ver­no pa­ra me­lho­rar a com­pe­ti­ti­vi­da­de da eco­no­mia bra­si­lei­ra, co­mo even­tuais de­so­ne­ra­ções tri­bu­tá­rias, pas­sam pe­la ques­tão fis­cal. O go­ver­no se com­pro­me­teu com uma me­ta de su­pe­rá­vit pri­má­rio de 3,3% do Pro­du­to In­ter­no Bru­to (PIB), ­maior que o al­vo de 2,5% do PIB em 2009, o que res­trin­ge o es­pa­ço de atua­ção da equi­pe eco­nô­mi­ca.
  ‘‘O ano de 2010 já tem que ser tra­ta­do do pon­to de vis­ta da ­normalidade’’, dis­se Sil­vei­ra. Ou se­ja, o go­ver­no não tem o ar­gu­men­to da cri­se pa­ra ­atuar de for­ma ­mais agres­si­va do pon­to de vis­ta de de­so­ne­ra­ções tri­bu­tá­rias e tem que ade­quar as ­ações à res­tri­ção fis­cal. ‘‘Em um am­bien­te de nor­ma­li­da­de, o go­ver­no tem que equi­li­brar vá­rias me­tas ao mes­mo ­tempo’’, afir­mou.
  Ele lem­brou que o equi­lí­brio fis­cal, em­bo­ra res­trin­ja uma ­ação ­mais for­te em ter­mos de de­so­ne­ra­ções, ga­ran­te, por ou­tro la­do, con­di­ções me­lho­res de fi­nan­cia­men­to da eco­no­mia bra­si­lei­ra, o que em si já é um fa­tor de me­lho­ra da com­pe­ti­ti­vi­da­de na­cio­nal. Pa­ra o go­ver­no, a so­li­dez fis­cal con­quis­ta­da nos ­anos an­te­rio­res à cri­se, por ­meio de ele­va­dos su­pe­rá­vits pri­má­rios e re­du­ção da dí­vi­da lí­qui­da do se­tor pú­bli­co, foi im­por­tan­te pa­ra per­mi­tir que fos­sem ado­ta­das po­lí­ti­cas de ca­rá­ter an­ti­cí­cli­co pa­ra com­ba­ter a re­ces­são em 2009.

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