Aumento da competitividade é desafio para economia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Fabio Graner<br> Agência Estado 
Brasília - Diante da trajetória de deterioração do saldo comercial e aumento rápido do déficit em conta corrente, reflexo da combinação de crescimento mais acelerado no Brasil do que no mundo e câmbio valorizado, o desafio que se coloca para a economia do País é elevar a competitividade da produção nacional. Em especial aquela voltada para as exportações. Segundo o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Silveira, esse é um dos temas que a equipe econômica vai enfrentar em 2010.
Em entrevista à Agência Estado, Silveira ponderou que as iniciativas do governo para melhorar a competitividade da economia brasileira, como eventuais desonerações tributárias, passam pela questão fiscal. O governo se comprometeu com uma meta de superávit primário de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB), maior que o alvo de 2,5% do PIB em 2009, o que restringe o espaço de atuação da equipe econômica.
O ano de 2010 já tem que ser tratado do ponto de vista da normalidade, disse Silveira. Ou seja, o governo não tem o argumento da crise para atuar de forma mais agressiva do ponto de vista de desonerações tributárias e tem que adequar as ações à restrição fiscal. Em um ambiente de normalidade, o governo tem que equilibrar várias metas ao mesmo tempo, afirmou.
Ele lembrou que o equilíbrio fiscal, embora restrinja uma ação mais forte em termos de desonerações, garante, por outro lado, condições melhores de financiamento da economia brasileira, o que em si já é um fator de melhora da competitividade nacional. Para o governo, a solidez fiscal conquistada nos anos anteriores à crise, por meio de elevados superávits primários e redução da dívida líquida do setor público, foi importante para permitir que fossem adotadas políticas de caráter anticíclico para combater a recessão em 2009.


