Aumentam os lançamentos imobiliários
PUBLICAÇÃO
domingo, 07 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
Neste semestre, deve crescer de forma expressiva o número de lançamentos no mercado imobiliário em relação ao semestre passado. Profissionais do setor afirmam que no início do ano houve lentidão na aprovação de projetos imobiliários em várias cidades. As novas administrações municipais, que tomaram posse em janeiro, em geral, demoraram para estabelecer um ritmo normal dos trabalhos. Com o atraso nas aprovações, boa parte dos projetos só poderá ser lançada agora.
As atividades no mercado imobiliário estão aquecidas também por causa da expectativa de maior oferta de crédito para o setor. As construtoras acreditam que o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), que está em tramitação no Congresso, será aprovado ainda neste semestre. Esse novo sistema deve aumentar os recursos para o financiamento.
Eduardo Gorayebe, diretor do Sistema Fácil, plano de autofinanciamento da Construtora Chap Chap em parceria com outras empresas, projeta um crescimento de cerca de 30% no seu número de lançamentos. Até o fim do ano, o Sistema Fácil vai lançar cerca de 2 mil unidades. Ele diz que a criação do SFI pode levar algumas empresas a mudar o indexador dos contratos, para evitar desequilíbrios financeiros. É que algumas delas utilizam índices setoriais e o sistema vai aplicar indexadores financeiros.
Tomás Nioac, diretor-comercial da Construtora Goldfarb, empresa que comercializa o Plano Melhor e o Plano Melhor Impossível juntamente com a Construtora CGN-Galli, afirma que o volume de negócios da empresa também deve crescer até o fim do ano. No primeiro semestre foram lançadas cerca de mil unidades. Nos próximos meses, esse número deve pular para 3 mil.
Até o fim do ano, o Plano 100, comercializado pela Rossi Residencial, deve lançar seis empreendimentos. Com isso, a empresa deve fechar o segundo semestre com um volume de negócios 60% superior ao registrado nos primeiros seis meses do ano.
O Plano 100 aumentou o número de prestações, reduzindo seu valor, e diminuiu o prazo de entrega dos novos empreendimentos. Anteriormente, o consumidor pagava 8% de entrada, 12% até as chaves e o valor restante em 80 parcelas mensais. Cada uma delas correspondia a 1% do valor do imóvel. A empresa continua cobrando 8% de entrada e 12% até as chaves, mas o valor restante passou a ser financiado em cem parcelas mensais (cada uma corresponde a 0,8% do valor da unidade).


