São Paulo - Os juros dos empréstimos consignados para aposentados foram reajustados, conforme atualização da tabela divulgada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A tabela, disponível no site da Previdência, serve para orientar os aposentados e pensionistas sobre as taxas cobradas pelos bancos.
O reajuste foi puxado pelo Banco do Brasil (BB), considerado pela Previdência Social o balizador das taxas deste tipo de crédito. O BB aumentou de 1,9% para 2% a taxa mensal cobrada para empréstimos com prazos de pagamento entre sete e 12 meses, e elevou de 2,2% para 2,4% a taxa para financiamentos com prazos entre 13 e 24 meses. O reajuste maior foi para empréstimos entre 25 e 36 meses, cujas taxas saltaram de 2,4% para 2,7% ao mês.
Até agosto o Banco do Brasil cobrava a menor taxa de juros entre as 35 instituições credenciadas. Agora perdeu a liderança para o banco Cacique, que cobra 1% pelos empréstimos com prazo de até seis meses para pagamento. O BB cobra 1,5% para esses empréstimos. Ainda assim, o banco figura entre os que cobram menor taxa para financiamento com prazos mais longos.
Segundo o INSS, outros bancos seguiram o movimento do BB, e os que não reajustaram as taxas criaram outras faixas de empréstimos com novos prazos e taxas mais elevadas, ou então mudaram as cobranças de tarifas, que também ficaram mais caras.
Um exemplo é o banco Pine, que reduziu a taxa de 1,7% para 1,6% ao mês nos empréstimos em até seis meses, mas em compensação a segunda taxa cobrada pelo banco (3,3% ao mês) passa a valer apenas para os empréstimos de até 23 meses e não mais até os 36 meses. Para períodos acima dos 24 meses, as taxas passam a ser maiores.
A Caixa Econômica Federal e o BMG continuam como as instituições que fizeram maior número de empréstimos. Os últimos dados do INSS revelam que, em julho, ambos respondiam por 63,9% do total das operações. O BMG havia feito 1,1 milhão de operações, num total de R$ 2,5 bilhões, e a Caixa, 842 mil operações, num total de R$ 2,4 bilhões.
Segundo o INSS, há 18,8 milhões de aposentados liberados para fazer os empréstimos. Até o dia 2 de setembro, a Previdência tinha registrado 4,5 milhões de operações, que movimentaram R$ 9,1 bilhões em financiamentos consignados.

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