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Novos focos de ferrugem asiática foram constatados esta semana em lavouras de soja do Norte do Paraná, confirmaram ontem técnicos de campo da Emater e pesquisadores da Embrapa. A queda de temperatura e as chuvas de quarta e quinta-feiras formam um ambiente propício para o fungo Phakospsora pachyrhizi, causador da doença. A propagação pelo vento, muito rápida, é fator de preocupação.
''A ocorrência precoce e simultânea da ferrugem em municípios do Norte do Paraná coloca em estado de alerta os produtores de todo o Paraná. Os focos encontrados até o momento concentram-se em Londrina, Mauá da Serra, Bela Vista do Paraíso, Rolândia, Arapongas e Apucarana, sendo a maioria em forma de reboleira'' - alerta a Embrapa.
Trinta e cinco técnicos de campo da Emater reunidos ontem, no Centro Nacional da Soja, com o pesquisador João Flávio Veloso estavam preocupados em tirar dúvidas sobre identificação dos sintomas. O especialista da Embrapa recomendou que a palavra de or
dem é o monitoramento. Agricultores e técnicos devem observar alteração nas folhas. Vistorias constantes vão evitar aplicações desnecessárias ou, então, que o controle chegue tarde demais.
O pesquisador Veloso, da Embrapa, também mostrou como distinguir a ferrugem asiática de outras doenças fúngicas que também ocorrem na soja como a septoria e a cercópora, além do crestamento bacteriano.
As lavouras atacadas foram semeadas em agosto mas a ferrugem pode aparecer durante todo o ciclo da planta, até a fase de enchimento de grãos. Portanto, a vistoria deve ser permanente.
O custo da aplicação, em torno de R$ 170,00/hectare, equivale a quatro sacas de soja, considerando o preço recebido pelo produtor na última semana de dezembro, média de R$ 42,00.

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