As vendas de veículos pela Internet no Brasil registraram aumento de 396% no ano passado na comparação com 2000, segundo estudo feito pelo The Boston Consulting Group e Visa International (BCG/Visa). O elevado índice é justificado pela criação de novos programas de venda por essa modalidade principalmente após o lançamento do modelo Celta, da General Motors, ocorrido em setembro de 2000. Apesar disso, esse tipo de venda ainda não ameaça o mercado tradicional.
De acordo com o BCG/Visa, as vendas de automóveis via Internet somaram US$ 504 milhões, o equivalente a 55% de todos os negócios feitos por esse sistema em 2001. O Celta é o maior responsável por esses resultados. O modelo teve 73 mil unidades adquiridas via online, ou 75% das vendas totais. Mas só 3% dos consumidores adquiriram o carro por computadores pessoais. Os demais fecharam negócios nas próprias concessionárias.
A vantagem de comprar o Celta pela Internet é o preço. Sai R$ 898,00 mais barato do que pelo sistema convencional por causa da não cobrança do PIS/Cofins. O presidente da Associação Brasileira de Concessionários Chevrolet (Abrac), Arcélio Alceu dos Santos, diz que a empresa deve estender as vendas online para outros produtos da marca. ‘‘A vantagem para o concessionário é não ter custo de estoque’’. O revendedor recebe uma comissão de 7,3%.
A Fiat mantém uma venda média mensal de 300 carros via Internet dos modelos Palio Young e Mille. O diretor-comercial da empresa, Lélio Ramos, acredita que esse tipo de comércio só sobrevive por causa da ausência de cobrança do imposto, que reduz o preço público do carro em 3,6%. Luiz Muraca, gerente de Marketing da Volkswagen, diz que a marca vende o Gol Special online por R$ 14,2 mil, já incluído o frete. Na loja, o modelo sairia por R$ 14,8 mil, sem o frete.

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