Aumentam casos de sumiço de dinheiro
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quinta-feira, 12 de julho de 2001
Carmem MuraraDe Curitiba 
O Banestado/Itaú voltou ontem a ser alvo de reclamação de clientes que protestam contra o desaparecimento de dinheiro de suas contas. O último caso registrado foi o do aposentado Wilson Dezenciol, 53 anos. Ele alega que, anteontem, desapareceram de sua conta corrente R$ 908,00, equivalente a seu salário de aposentado. O sumiço se deu num tempo de três minutos, intervalo entre a retirada de dois extratos, na agência do Tarumã.
O primeiro saldo verificado pelo correntista, quando chegou na agência, registrava o valor total. Dezenciol deixou o caixa eletrônico, foi até o balcão para fazer o recadastramento exigido pelo banco e quando retornou ao terminal levou um susto. O dinheiro tinha desaparecido. A máquina dizia que só havia R$ 0,44. Fiquei apavorado, conta.
Ele chamou um funcionário da agência que, a princípio, não acreditou na versão do cliente. O rapaz dizia alto que eu deveria ter feito o saque e não me lembrava. Foi constrangedor, diz. Dezenciol teve a procurar na lata do lixo o primeiro extrato que havia jogado fora, caso contrário seria a palavra dele contra a do bancário.
Diante da comprovação, o funcionário não soube resolver o problema. Dezenciol foi para casa, de onde acionou a direção do Banestado. Foi atendido por uma assistente da diretoria comercial, segundo ele. Ela disse que hoje (ontem) no início da manhã daria uma resposta para mim. Mas isso não aconteceu, relata. O aposentado decidiu registrar queixa na Delegacia de Estelionato, onde já há um inquérito policial para investigar o desaparecimento de cerca de R$ 250 mil de 74 contas correntes de agências do Banestado/Itaú em Curitiba e Londrina.
Na metade da tarde de ontem, o aposentado recebeu a ligação de um funcionário do Banestado, informando que no mesmo dia foi liberado um crédito no valor de R$ 908,00 para ele. O Banestado informou que o problema já havia sido resolvido.
O diretor de Relações Institucionais do Itaú, Aldous Galletti, lamentou ontem a situação e disse que o banco se prontificou a identificar o que de fato havia ocorrido. O correntista iniciou uma operação de saque, só que a máquina não sensibilizou, justificou o diretor.
Segundo Galletti, se o correntista não tivesse percebido o problema, o próprio gerente do banco iria informá-lo para resolver a situação.


