Aumenta volume de títulos protestados
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quinta-feira, 12 de abril de 2001
Emerson CerviDe Curitiba 
O acúmulo de despesas no início do ano, alongamento de prazos de financiamento com cheques pré-datados e aquecimento da economia são responsáveis pelo aumento médio de 11,8% no volume de títulos protestados no início de 2001 em relação ao mesmo período do ano passado. As informações são de um estudo realizado pela Centralização dos Seviços de Bancos S/A (Serasa) nas cinco regiões do Brasil.
No Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) o crescimento da inadimplência foi maior que a média nacional, ficando em 18,6%. Essa foi a terceira região em crescimento do volume de títulos protestados no mês de fevereiro. Neste mês, houve elevação de 16,3% nos protestos de pessoas físicas e 19,5% nos de pessoas jurídicas.
Em todo o País também houve um aumento do número de cheques devolvidos no início de 2001 em relação ao ano passado. A média ficou em 11,9 cheques devolvidos para cada mil compensados. No mesmo mês de 2000 tinham sido 9,4 cheques para cada mil compensados.
A região Norte que apresentou o maior crescimento da inadimplência no início desse ano, com 53,5% de aumento no volume de títulos protestados. A região Centro-Oeste ficou em segundo lugar, com 37,7% a mais de protestos. Depois vem a região Sul, com 18,6%. Em quarto lugar ficou a região Sudeste, com aumento de 4,3%. O Nordeste ficou com o menor crescimento médio, 2,7%.
Esse aumento já era esperado pelos técnicos da Serasa. O que não se esperava era o índice de crescimento. Existem quatro fatores para explicar a inadimplência. O primeiro é sazonalidade. No primeiro trimestre de todos os anos há um número maior de inadimplentes devido ao acúmulo de despesas no orçamento do consumidor.
De acordo com a Serasa, outro fator que colabora para a inadimplência nessa época é o alongamento dos prazos de financimaneto com cheques pré-datados. O alongamentos de prazos oferecido por empresas não estruturadas, que tentam seguir o modelo de empresas mais organizadas para concessão de créditos, também colabora para a inadimplência entre pessoas jurídicas. Por fim, o maior volume de negócios em função da melhoria no nível da atividade econômica, leva a um aumento não proporcional da inadimplência.


