Aumenta risco de aftosa
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de agosto de 2000
Agência Estado De Foz do Iguaçu 
As barreiras sanitárias impostas pelo governo brasileiro ao gado paraguaio não estão impedindo o comércio clandestino de carne. Pelo menos 10 t, sem inspeção sanitária, entram diariamente em Foz do Iguaçu para abastecer churrascarias, restaurantes e pequenos hotéis.
Carnes bovina e suína são vendidas em cerca de 100 açougues de uma feira localizada nos arredores da fronteiriça Ciudad del Este, e custam menos da metade do preço cobrado no Brasil. Lá, um quilo de coxão mole é vendido por R$ 2,50 e a picanha por R$ 4,50.
Para burlar a fiscalização sanitária, a carne entra no Brasil contrabandeada em carros ou pelos paseros, os pequenos transportadores que movimentam o comércio alternativo na fronteira. A fiscalização na Ponte da Amizade é precária.
O problema é que a carne paraguaia pode estar trazendo focos da aftosa para o País. O Brasil voltou a restringir a entrada do gado paraguaio em território nacional, por causa da suspeita de contaminação. O Paraná foi considerado área livre da aftosa em maio deste ano pela Organização Internacional de Epizootias (OIE).


