A Federação da Agricultura do Estado de Minas Gerais espera para hoje uma resposta oficial do ministro da Agricultura, Francisco Turra, sobre o pedido de fim das importações de leite produzido na Europa. O presidente da entidade, Gilman Viana Rodrigues, encaminhou na semana passada documento aos ministérios da Agricultura, Relações Exteriores e para a Presidência da República detalhando a reivindicação. A Assessoria da entidade disse que o ministro garantiu que iria avaliar o pedido ainda esta semana.
A Faep, do Paraná, havia apresentado estudos mostrando os prejuízos que o País está sofrendo com as importações. A Faep vem gestionando em favor de medidas de proteção ao leite nacional desde o ano passado. Agora a pressão aumenta com a adesão de outras entidades.
Vaca louca No caso de Minas Gerais, a justificativa para o pleito é sanitária mas o intuito é financeiro. De acordo com Gilman Viana Rodrigues ainda não há estudos detalhados sobre os efeitos da doença da vaca louca sobre a produção de leite europeu. Como a fiscalização aduaneira não é eficiente, na opinião de Rodrigues, a entidade resolveu reivindicar a interrupção das importações. O presidente da Federação mineira no entanto suspeita que os europeus estariam colocando leite subsidiado no País através de operações trianguladas pela Argentina, verdadeiro motivo para o pedido de interrupção das importações.
O documento enviado pela Faemg na semana passada solicita ainda uma ‘‘verdadeira aplicação’’ das medidas anunciadas no início do ano para ajudar o setor. Os produtores de leite insistem que apenas duas medidas estão sendo cumpridas: a redução de 555 dias para 30 dias de prazo para pagamento das importações e a alteração da Tarifa Externa Comum (TEC) de 26% para 33% no caso de importação do produto.

mockup