Aumenta oferta de emprego no Paraná
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de novembro de 2001
Rosana Félix <br> De Curitiba 
O nível de emprego formal no Paraná aumentou 0,30% em outubro, o que representou 4,5 mil novos postos de trabalho no mês. Desde janeiro o Estado vem apresentando índices positivos na criação de vagas, o que culminou em 80 mil novos postos de trabalho, 5,71% a mais do que no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese).
O setor que teve melhor desempenho no mercado de trabalho no mês foi o comércio, visando já o atendimento para o período de Natal, com 1,9 mil novas vagas. A indústria têxtil fez 736 novas contratações e os setores de serviços gerais, 633. A indústria de material de transporte reduziu em 2,1% as vagas (saldo negativo de 400 postos) e a construção civil teve queda de 1,81% (redução de 1,2 mil postos).
Para o economista do Dieese, Cid Cordeiro, alguns fatores reverteram o cenário pessimista que estava sendo desenhado no segundo semestre por causa da instabilidade internacional, taxas de juros altas e os ataques terroristas aos Estados Unidos. ''O aumento do salário mínimo em abril em 12% ainda influencia, assim como a desvalorização do real, que se por um lado preocupa porque pode pressionar a inflação, estimulou as exportações'', afirmou Cordeiro.
Outro fator que influenciou no nível de emprego, segundo o economista, foi o banco de horas adotado por muitas empresas. ''Isso não cria empregos, mas pelo menos inibe as demissões'', avaliou. Os impactos da crise energética também foram poucos, explicou Cordeiro.
Mas o grande alavancador de vagas no Paraná ainda é a agricultura, por causa da safra recorde deste ano. Desde janeiro, foram criadas 20 mil vagas, aumento de 23% em relação aos 10 primeiros meses de 2000. Porém, em outubro, o setor perdeu 141 trabalhadores com carteira assinada.
A indústria de alimentos continua na segunda posição quanto à geração de emprego no Paraná em 2001, com 11 mil contratações, variação de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. O ensino criou 5,4 mil postos de trabalho, alta de 11% na comparação com 2000. Os setores que mais demitiram desde janeiro são a construção civil, com queda de 7% (redução de 5,4 mil vagas) em relação ao mesmo período de 2000 e a Copel e Sanepar, com queda de 3,2% do quadro funcional, o que equivale a 538 postos fechados.


