Arquivo FolhaHora da ofertaCandidato à compra de imóvel já começa a ter mais opções de financiamento nos bancos privados, mas a alternativa de crédito direto da construtora tende a encolher. Antes de fechar contrato, é preciso pesquisar as taxas de juros
Nunca foi tão fácil encontrar crédito na praça para comprar um imóvel. São numerosas linhas de financiamento, com diferentes regras, oferecidas por vários bancos. Instituições como Bradesco, Itaú, Real e BCN oferecem empréstimos vinculados ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH) novo ou antigo e à Carteira Hipotecária (CH); o Citibank trabalha com o SFH antigo; o BankBoston tem quatro linhas abertas: SFH, CH, Home Equity e Leasing; e a Caixa Econômica Federal dispõe do programa Carta de Crédito da classe média.
O Real e a Caixa também fazem convênio com empresas para financiamento da compra da casa pelos seus funcionários. Nesse caso, porém, a iniciativa de solicitação do crédito ao banco deve partir do empregador. Entre as instituições financeiras consultadas, só o BCN concede financiamento imobiliário apenas para clientes. Os demais bancos atendem também não-clientes.
Em todos os casos, porém, o comprador poderá vir a enfrentar duas dificuldades na contratação desses financiamentos: ter disponibilidade financeira equivalente a 20% ou até 30% do preço do imóvel para pagamento da entrada e comprovar ou demonstrar o recebimento de uma renda familiar quatro vezes maior que o valor da prestação do financiamento pretendido. Essas exigências continuam sendo feitas pelos bancos, à exceção da Caixa Econômica Federal, mesmo depois do afrouxamento das normas do SFH.
Quanto às normas dos novos empréstimos do SFH, é possível indicar como positiva para o comprador a redução da taxa de seguro habitacional e como negativa a adoção da alienação fiduciária como garantia contratual. Todos os bancos consultados informaram que vão adotar até o fim deste mês essa nova garantia contratual, em substituição à cédula hipotecária. Isso significará perda de proteção pelo mutuário, porque, em caso de inadimplência, o banco poderá retomar o imóvel em 45 dias. Por enquanto, apenas o Bradesco e o Itaú já fizeram a troca de garantia em seus contratos.
FGTSAté a sexta-feira, as agências da Caixa Econômica Federal ainda não haviam recebido os normativos com as novas regras para o financiamento da casa própria com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A informação é que, provavelmente, a normatização será enviada às agências nesta semana. Mas os interessados já podem dirigir-se à agência da Caixa e solicitar a carta de crédito para a compra da moradia pelas novas condições. A Caixa demora cerca de 15 dias para analisar a documentação do candidato e a do imóvel que vai ser financiado e, até sair a aprovação da papelada, a agência terá recebido as novas instruções.
As mudanças ocorreram apenas para o financiamento de imóvel em construção, por meio de cooperativa habitacional, construtora, sindicato ou associação. Nesse caso, o trabalhador poderá ter renda familiar mais ampla, de até 20 salários mínimos (R$ 2.600,00), e obter um financiamento de até R$ 43,4 mil.

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