O número de franqueados não pára de crescer desde 1998. Os franqueadores, porém, se mantém entre 900 e 1000 marcas
O mercado de franquia no Brasil parece confiar a frase: ''É na crise que se cresce''. Pelo menos é o que se conclui da afirmação do consultor Ricardo Duarte Passos, da L.F. Soluções em Franchising e Marketing, de São Paulo. Segundo ele, o número de franqueados vem crescendo desde 1998, em contrapartida a quantidade de franqueadores, no Brasil, tem se estabilizado entre 900 e 1000. ''O desemprego é o principal fator que tem levado as pessoas a investirem nessa idéia'', explicou.
Além de um bom capital, os candidatos a franqueados têm que saber que serão sempre subordinados à matriz da rede e que o sucesso do seu negócio depende muito do mercado onde pretendem trabalhar. De acordo com Vera Lúcia Maria Carlos, consultora do Sebrae em Londrina, é preciso ter um perfil adequado, característica que, normalmente, é avaliada pelo franqueador. ''Entre as vantagens de se tornar um franqueado estão a segurança da experiência no ramo e a boa reputação da marca. No entanto, para oferecer tudo isso sem risco de arranhar a imagem da empresa, o franqueador precisa ter uma boa estrutura''.
Como em qualquer outra atividade comercial, também há os casos que não dão certo. Movidas por divergências técnico-administrativas, quatro franquias do Pastel do Roberto fecharam em Londrina nos últimos dois meses. Após quase dois anos de parceria, elas decidiram 'andar com as próprias pernas'. O custo da separação, conforme o ex-franqueado Nelson Taniguchi, foi de R$ 4 mil em multa e cerca de R$ 50 mil para descaracterizar o estabelecimento. ''Já não estava compensando mais'', justificou. A rede fundada em Maringá em 1969 tem 10 estabelecimentos da marca incluindo Apucarana, Paranavaí e Londrina. Todos compram a massa e o recheio fabricados pela rede e, por isso, o preço chega a ser maior que o dos concorrentes. ''Nossa prioridade é manter a qualidade do produto'', argumenta a relações públicas do franqueador, Maria Regina Chaves.
Entre os franqueados que estão progredindo um dos casos recentes é de Carlos Alberto Cestari, que é representante da lavanderia 5 à Sec em Londrina. Em apenas dois anos, ele administra duas unidades, a última inaugurada anteontem. De acordo com ele, a opção pelo Shopping Catuaí tem como objetivo atender também a região. Formado em economia e administração de empresas, com mestrado pela Fundação Getúlio Vargas, Cestari afirma que pesquisou bastante antes de abandonar o ramo de cerâmica. Ele diz que para abrir uma franquia desta lavanderia francesa são necessários entre R$ 400 mil e R$ 600 mil que retornam ao bolso do empresário após três anos de trabalho. ''O mercado de serviços está crescendo e contar com uma marca reconhecida ajuda muito''.
Embora o forte do Sebrae seja o atendimento às micro e pequenas empresas, interessados em franquia também poderão recorrer a ele. Informações no site: www.abf.com.br.

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